Microsoft quer desenvolver startups brasileiras para serem globais

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Por Mariana Rodrigues

31 de julho de 2017 às 19:50 - Atualizado há 3 anos

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A Microsoft, por meio do fundo BR Startups, está selecionando fintechs e insurtechs brasileiras em estágio de pós-aceleração, em parceria com o BB Seguridade e o Banco Votorantim. O fundo de Venture Capital, gerido pela MSW Capital, irá destinar entre R$ 500 mil a R$ 3 milhões por empresa. A intenção é preparar as startups selecionadas para crescer no Brasil e avançar para outros países, de acordo com Franklin Luzes, COO da Microsoft Participações. Saiba o que ele considera essencial para uma startup se tornar global nesta entrevista exclusiva ao StartSe e à Let’s Talk Payments.

O que a Microsoft procura desenvolver nas Startups selecionadas pelo fundo?

Franklin Luzes: A Microsoft quer ajudar segmentos estratégicos a se desenvolverem via empresas inovadoras. Com o fundo BRStartups – a gente quer focar quatro conceitos estratégicos, que são áreas de interesse do nosso público. 

O primeiro é ajudar nossos clientes a transformarem seus negócios. A gente quer suportar a transformação digital. O segundo é a otimização das operações, ajudar a melhorar a produtividade, reduzir custos e avaliar melhor os riscos, para que as empresas aumentem a produtividade dos projetos e dessa forma melhore até a amplitude do seu alcance.

O terceiro é engajamento com o cliente. Hoje o cliente quer acessar os dados de qualquer lugar a qualquer momento, acionar seguro em qualquer lugar. Por exemplo, num acidente de carro, tudo que você não quer é ficar 50 minutos no telefone esperando por atendimento.

O quarto é empoderar a equipe de atendimento. Já existe chat por exemplo do Skype da Microsoft com tradução automática para vários idiomas.

Essas são as quatro áreas que desenvolvemos, com segurança e explorando novas tendências, elas formam a nossa visão estratégica.  

A Microsoft e as empresas parceiras (BB Seguridade e Banco Votorantim) participam da mentoria e desenvolvimento das fintechs selecionadas?

FL: As empresas terão acesso às tecnologias da Microsoft. Os nossos bancos oferecem o local deles para as startups conhecerem as

Franklin Luzes, COO da Microsoft Participações

instalações e os executivos não só fazem parte do processo seletivo como também são os mentores das startups, eles ajudam com o seu conhecimento do segmento em que atuam. O fundo ajuda mais na parte operacional, pois as empresas têm metas, então a gente ajuda nesse acompanhamento, no conjunto desse plano de negócios para as empresas crescerem e para que possam até atuar em outros países. Esse é o nosso grande objetivo, procurar empresas brasileiras que possam atuar internacionalmente, inclusive.

Além de ter dois sócios e do faturamento [anual entre R$ 120 mil e R$ 10 milhões], quais aspectos fundamentais que os empreendedores ou times das startups devem ter?

FL: O primeiro critério de seleção é simples e fácil, além do faturamento, ter pelo menos dois sócios, sendo um no papel de CEO outro no de CTO. Pelo menos um fluente em inglês, por que como eu falei a gente espera que essa empresa possa fazer negócios fora do Brasil.

Além desses critérios básicos, olhamos para as pessoas, os empreendedores. A gente acredita que o sucesso das empresas, além da tecnologia em si, está no potencial do empreendedor. Ele está disposto a receber feedback, a mudar o produto? Ele quer mudar o mundo, fazer algo diferente, deixar um legado? A gente quer que ele faça tudo como manda o figurino, pagando imposto, tudo conforme a lei. Ele está disposto a reter talentos dando ações ou bônus para pessoas-chave no negócio? Porque esse é o modelo do Silicon Valley, lá todo mundo ganha junto com o sucesso. Então o primeiro lado que olhamos é o empreendedor.

O segundo passo é olhar para a solução. A solução resolve um problema real? Você está resolvendo um problema?

Hoje o cliente está buscando redução de custo, eficiência, ganho de escala, qual desses atributos, ou os três, você resolve com a sua solução? Tem que mostrar que a solução entrega valor para o cliente. E por último, deixe o cliente satisfeito, isso vai resultar em contato, em recomendações. Então o que a gente olha é para o empreendedor e para a solução.  

Alguma dica para quem vai inscrever seu projeto para o Fundo?

FL: A dica é seguir esses critérios, principalmente da solução, se é uma solução real e se o cliente está satisfeito o suficiente para indicar pra outro. E se o empreendedor está realmente disposto a fazer algo relevante. Tem que ser muito resiliente, ter muita força de vontade, aprender muito, ser aberto a grandes desafios e a receber feedbacks que podem ser negativos.

E saber dividir o bolo com todos da equipe. Pode parecer óbvio mas quando a gente observa startups não é tão óbvio assim, geralmente fundadores ganham ações ou bônus e os outros só ganham salário fixo.  Essa é uma mentalidade que lá fora não acontece. Se a gente está procurando empresas com espírito de serem globais, a gente tem que abordar as boas práticas mundiais, esse é um ponto que chama muito a atenção.  

 

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A MEDICI é uma base de dados que conta hoje com 7.000 empresas de todo o mundo. Ela pertence à Let’s Talk Payments (LTP), empresa global de conteúdo e pesquisas sobre fintechs.

A StartSe Base é a maior base de dados de startups do Brasil, com mais de 5.000 empresas cadastradas.

Sobre a Let’s Talk Payments (LTP)

A LTP é a principal plataforma de conteúdo e pesquisas sobre fintechs no mundo. Mais de 400 instituições financeiras e 90 programas de inovação recorrem à LTP para obter informações sobre as empresas que estão disruptindo o setor financeiro.

Mariana Rodrigues é colaboradora regular da LTP, focada no mercado de fintechs do Brasil. Ela é COO da SGC Conteúdo. Para acompanhar o conteúdo produzido pela LTP no Brasil e no mundo, cadastre-se na newsletter.

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