Microsoft demite 1.850 funcionários do setor de smartphones para “focar mais”

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Por Lucas Bicudo

25 de Maio de 2016 às 15:13 - Atualizado há 4 anos

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Na sequência da notícia divulgada na semana passada, em que a Microsoft vendeu seu negócio de celulares não-smartphones por US$ 350 milhões para a chinesa Foxconn, hoje suas atenções foram voltadas para o mercado de smartphones.

Foi anunciada a demissão do total de 1.850 funcionários, que dará um prejuízo de US$ 950 milhões para a companhia, sendo só US$ 200 milhões apenas em pacotes de indenização. A ideia é “simplificar” o negócio e focar em aparelhos para empresas e segmentos onde a Microsoft possa se diferenciar.

“Nós estamos redirecionando nossos esforços para onde possamos ser a diferenciação – com empresas e consumidores que valorizem segurança, gestão e capacidade”, disse Satya Nadella, chefe executivo da Microsoft, em depoimento.”Nós continuaremos a inovar no setor de hardwares e nuvem em todas as plataformas móveis”, continua.

Por um lado, a jogada não é tão surpreendente assim, considerando que a Microsoft falhou em todas as vezes de despertar interesse pela marca Lumia – os competidores que usam Android e a Apple dominam com folga esse mercado mundialmente. Por outro lado, ainda assim é meio chocante ver a Microsoft fazendo isso.

O mercado de celulares não-smartphones, transferido para a Foxconn na semana passada, nunca foi o interesse primário da Microsoft, então pareceu um movimento relativamente óbvio da companhia. Mas o mercado de smartphones, em contraste, sempre integrou o time principal que quis controlar uma plataforma, seus aplicativos e toda sua acessibilidade, fazendo algo único e que funcionasse em escala global.

Mas parece que essa não foi a era da Microsoft. Talvez porque quando se aventurou por essas águas já era tarde demais. A demanda já estava sendo suprida de maneira mais efetiva por outras empresas. E parte do fracasso está também creditada ao fato de que alguns bons aparelhos da companhia não eram tão legais assim.

Lembra da falta de aplicativos que era latente no começo dos Windows Phone? Se você conversar com desenvolvedores hoje em dia, um aparelho desses ainda é um “pode ser” do que um “com certeza”. E isso já mostra a fraqueza da plataforma.

(via TechCrunch)

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