Mark Zuckerberg investiu US$ 100 milhões em startup que cria planos de aula

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Por Júnior Borneli

15 de fevereiro de 2017 às 16:41 - Atualizado há 4 anos

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A AltSchool, uma rede de escolas privadas localizada no centro tecnológico de São Francisco, EUA, já levantou US$ 100 milhões de dólares do CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, através da organização de caridade de sua família, com apoio de outros investidores.

Fundada pelo ex-executivo do Google, Max Ventilla, a AltSchool tem desenvolvido hardwares e softwares que permitem aos professores criar planos de educação mais personalizados. Em vez de ter uma sala cheia de alunos que seguem o mesmo currículo ao longo do ano, planos de aula podem ser adaptado para cada indivíduo, de acordo com suas aptidões. Estudar na AltSchool custa cerca de US$ 21 mil dólares por ano, e, eventualmente, a empresa planeja vender sua tecnologia para outras escolas. “Tudo é instrumentado através da tecnologia”, diz Ventilla.

As Edtechs – startups de educação – estão revolucionando o mercado educacional. Para entender mais sobre esse movimento, conheça o Edtech Class, maior evento sobre inovação na educação do país.

Zuckerberg sempre teve atenção especial com a área educacional. Ele já doou US$ 100 milhões dólares para o Newark, NJ, sistema escolar, em 2010, um empreendimento que não foi totalmente eficaz – e fez um aporte adicional de US$ 120 milhões de dólares em maio de 2014 para melhorar a educação na área da Baía de São Francisco.

A AltSchool é diferente de muitas outras empresas de tecnologia da educação, que normalmente criam aplicativos para ajudar os alunos nas disciplinas de matemática ou leitura. Isso porque ela opera suas próprias escolas. A empresa começou no ano passado em uma única sala de aula em São Francisco, com 20 alunos. Este ano, ela planeja ter oito escolas que atendam 500 crianças. A primeira unidade da escola fora da Califórnia vai ser aberta ainda neste ano, no Brooklyn, NY.

Depois Ventilla vendeu sua startup pesquisa, Aardvark, em 2010, para o Google, onde trabalhou até 2013, ele se tornou cada vez mais interessados no que ele descreve como um sistema de educação que não existe nos EUA. O país ocupa o 14º lugar, abaixo da Rússia e outras nações desenvolvidos, em um estudo realizado pela Pearson sobre as taxas de conhecimento em matemática, ciências, leitura, alfabetização e conclusão do curso globais. Uma razão para isso é a falta de financiamento para as escolas públicas.