Alguns bancos não fazem nem aplicativo direito, então fintechs mudarão sua vida

Da Redação

Por Da Redação

24 de julho de 2017 às 13:12 - Atualizado há 3 anos

Logo ReStartSe

Inscreva-se para o maior e mais audacioso evento de inovação, tecnologia e transformação digital já feito na América Latina. 30 dias que vão mudar sua visão de mundo, dos seus negócios e da sua carreira.

Online e totalmente gratuito - 01 a 30 de outubro/2020

Você tem alguma dúvida de que as fintechs estão chacoalhando o ambiente tradicional de negócios? Pois é, hora de perder a dúvida. Uma das matérias mais lidas dos últimos meses aqui no StartSe é sobre o Monepp, o famoso “Uber do câmbio”, fundado por três sócios de Brasília: Felipe Barbosa, Renan Greca e Giancarlo Camilo.

A ideia do aplicativo é genial: conectar pessoas que queiram vender moeda estrangeira (como dólares ou euros) com as pessoas que querem comprá-los. Ou seja, uma fintech que resolve um problema real das pessoas: realizar trocas voluntárias de moeda estrangeira no melhor preço possível. Isso sem a necessidade de recorrer a casas de câmbio e sem pagar IOF (Imposto sobre Operação Financeira).

E para entender esse fenômeno que criamos o Fintouch, para que você consiga entender o tema de maneira definitiva. Afinal, grandes bancos estão sendo disruptados e derrotados por pequenas empresas que começaram poucos anos atrás. É uma revolução sem tamanho.

A inspiração veio da observação de um problema claro de câmbio, que em outros países se tornou algo completamente caótico. Ou seja, a oportunidade estava na mesa. “Vimos que havia um mercado muito grande e totalmente rudimentar de compra e venda de dólares na Argentina e na Venezuela”, afirma Felipe Barbosa, CEO da startup.

Ele chama a atenção de que esse era um mercado gigantesco e que proporcionou uma oportunidade única para empreender e criar algo que as pessoas realmente quisessem usar: atire a primeira pedra quem nunca comprou dólares de conhecidos. “Bilhões sendo movimentados e nenhuma tecnologia aplicada a isso, uma oportunidade única em uma área que adoramos, que é a economia”, diz.

A partir daí, quiseram montar uma startup e definiram um modelo de negócios que envolvesse a participação dos usuários – ou seja, bebendo na economia colaborativa, e optando por criar o “Uber do câmbio”. “Nos últimos tempos todo mundo quer criar o Uber de alguma coisa, e conosco não foi diferente”, salienta.

Bancos são gigantes morosos

Para completar, o próprio Brasil era um lugar excelente onde a penetração dos produtos bancários é baixa e dá muita opção para a construção de fintechs. “O Brasil é um país altamente desbancarizado. Em nossas pesquisas para montar o plano de negócios, ficamos assombrados como a Argentina e mesmo a Venezuela estavam muito à frente de nós na questão do uso do cartão de crédito”, afirma.

Soma-se a isso o fato de que os serviços digitais dos grandes bancos estarem aquém do desejado: chovem reclamações de diversas pessoas de que os aplicativos não funcionam como o desejado, por exemplo. “Nossos bancos são gigantes morosos. Investem bilhões por ano em T.I e alguns sequer conseguem fazer um aplicativo minimamente funcional para o cliente”, diz.

Tudo isso cria a oportunidade perfeita para que as fintechs surjam e façam efeito: elas estão mais alinhadas com as necessidades dos clientes do que os grandes bancos, cujo modelo de remuneração depende mais da taxa de juro básica da economia, a Selic, do que de clientes satisfeitos. “As fintenchs estão aí para quebrar isso. Elas vão direto às necessidades dos usuários, e se não fizerem direito, quebram, ao contrário dos bancos, que vivem de juros”, destaca.

Com isso, são as fintechs que possuem o incentivo correto para poder desenvolver novos produtos: a necessidade de conseguir novos clientes, crescer e inovar para tal. “Isso cria um ambiente concorrencial altamente competitivo e inovador”, completa.

É por isso que iniciativas como Nubank surgem e são mais bem avaliadas que seus clones de grandes bancos, como o Digio. Contudo, a concorrência pode fazer com que grandes bancos acordem e invistam mais nesta área ou formem parcerias e aquisições com startups para melhorarem suas tecnologias.

Campo de testes: Venezuela

Para o “Uber do câmbio”, o Monepp, Barbosa optou por testá-lo em um lugar diferente do Brasil. A Venezuela. Se aqui a tecnologia adiciona um ganho marginal ao permitir que você compre dólar mais barato, por lá esse tipo de tecnologia é altamente necessário. “A Venezuela é um caos em todos os sentidos, mas no câmbio é algo completamente insano”, diz Barbosa.

Se aqui a estabilização da economia nos anos 90 fez o câmbio ficar simples, a crise lá vivida acaba com esse tipo de mercado por lá. “Você tem uma taxa oficial de 9 bolívares para 1 dólar americano e uma taxa real (a do mercado paralelo, que é o único lugar onde realmente se consegue comprar dólar) de 1000 para 1”, salienta.

As alternativas tradicionais para os usuários estão fechadas. “Lá ninguém compra dólar em casa de câmbio ou em banco porque eles simplesmente não vendem”, salienta. E pior: no mercado oficial, só dólares do mercado. “Os poucos dólares que circulam no mercado oficial estão todos nas mãos do governo”, completa.

Se só há o mercado negro, uma solução tecnológica poderia (e fez) tudo se organizar de maneira melhor – e este é o impacto das startups na economia e na vida das pessoas. “Se você precisa viajar, comprar um produto importado ou assinar a Netflix, o único jeito é recorrer ao mercado paralelo. Então era o laboratório perfeito para testarmos o Monepp”, termina o CEO da startup.

Faça parte do maior conector do ecossistema de startups brasileiro! Não deixe de entrar no grupo de discussão do StartSe no Facebook e de inscrever-se na nossa newsletter para receber o melhor de nosso conteúdo! E se você tem interesse em anunciar aqui no StartSe, baixe nosso mídia kit.

[php snippet=5]