“Investimento em startups sofreu menos que economia”, diz co-fundador da Kekanto

Da Redação

Por Da Redação

11 de julho de 2016 às 16:14 - Atualizado há 4 anos

Vem aí a melhor formação de líderes do Brasil

Logo Liderança Exponencial Aprenda as novas competências fundamentais para desenvolver uma liderança exponencial e desenvolva diferenciais competitivos para se tornar um profissional de destaque no mercado.

100% online, aulas ao vivo e gravadas

Próxima turma: De 14 a 17/Dez, das 19hs às 22hs

Inscreva-se agora
Logo Black Friday 2020

Nossos melhores Cursos Executivos ou Programas Internacionais com até 50% off

Quero saber mais

A Kekanto certamente é um dos casos de mais sucesso no Brasil. Boa parte deste sucesso se dá graças ao talento de Bruno Yoshimura, empreendedor co-fundador e CTO da Kekanto, foram trabalhar como conselheiro e mentor de diversas de startups no Brasil.

A despeito da crise, Bruno é otimista para o mercado de startups no segundo semestre deste ano para o qual ele acredita que se manterá em trajetória ascendente. “Vejo que o mercado está cada vez mais maduro para essa modalidade de investimento e fico feliz em ver muitas iniciativas que ajudam a facilitar o setor”, destaca.

Bruno acredita que o ecossistema está cada vez mais completo, com boas iniciativas que fortalecem o poder do investidor. “Isso inclui projetos que compartilham conhecimento como o StartSe, plataforma de crowd equity funding como o Broota, grandes anjos debatendo o tema na mídia e advogados especializados em startups”, diz o empreendedor.

Contudo, ele destaca que poderia ser melhor: a crise não deixa de ser um momento complicado, e os fundamentos da economia nacional não favorecem o investimento de risco. “Acredito que resgatar a confiança é o principal pois trás de volta os investimentos e os sinais é que estamos no ponto de virada. Do ponto de vista do  investidor, acredito que os juros alto não vão mudar e são uma grande barreira e acabam sendo responsáveis pela falta de financiamento das startups”, diz. Mas não deixa dúvidas que startups são um setor muito aquecido e bom: “o que vejo em minha volta é que o investimento em startup sofreu menos que a economia”, destaca.

Para ele, existem dois mundos do investimento-anjo: “o primeiro é o mundo dos anjos familiares e amigos, que representam a maior parcela do investimento Anjo no Brasil e no mundo. O segundo é o mundo dos anjos de mercado que incluem empreendedores e investidores qualificados”, diz.

Mas ao contrário do que se pode esperar, é o primeiro que sofre mais com este momento – enquanto o segundo pouco é afetado. “Imagino que os amigos e familiares fiquem mais pessimista tanto pelo maior cuidado com o orçamento próprio, quanto pelo sentimento quanto ao rumo da economia. O segundo mundo é menos afetado, pois são pessoas que não sentem tanto o impacto no orçamento pessoal e tem teses de investimento que independem do momento da economia”, salienta.

E mais importante ainda: este grupo deverá ser estimulado pelo momento ruim que a economia brasileira passa, e não o contrário! É o momento ideal para conseguir boas barganhas. “Para este segundo grupo, crises são ótimas oportunidades para adoção de empresas com preços mais eficientes e soluções mais disruptivas”, conclui.

Ele acredita que empresas disruptivas devem se beneficiar do momento que vivemos atualmente, muitas das quais ele mentora, investe ou até mesmo co-fundou. “Uma grande oportunidade estão em empresas disruptivas cuja proposta de valor inclui redução de custos. Alguns exemplos de redução de custo com adoção de novas tecnologias na crise incluem Loggi (entrega de motoboy mais barata), Delivery Direto (plataforma que economiza com delivery online), Rock Content (marketing de conteúdo), Cartórios.com.vc (facilitação de certidões e documentações para B2B)”, afirma.

Uma última questão a ser abordada é a regulação do mercado de equity crowdfunding – que pode afetar e muito o mercado de startups, sendo MUITO positivo ou negativo. “Eu acho que é um grande passo para popularizar o investimento em startups para que pequenos investidores possam apostar em suas “teses” e sem muita burocracia”, diz Bruno.

Para ele, o melhor modelo é o da Bolsa de Valores, onde as pessoas são livres para investirem seu dinheiro onde querem de acordo com suas estratégias e teses. “O ponto de atenção é que investimento anjo deve ser baseado muito mais em bons empreendedores do que boas teses ou mercados. O pequeno investidor, antes de tudo, precisa aprender o que é ser anjo. Apesar desse ponto, apoio iniciativas que melhorem acesso a capital nesse estágio pois a maioria dos negócios não consegue ganhar tração suficiente para ser atrativo para um fundo, muitas vezes morrendo por falta de capital semente”, conclui.