Invest Class: Marco Poli fala sobre cálculo de valuation de startups

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Por Lucas Bicudo

18 de julho de 2016 às 10:33 - Atualizado há 4 anos

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Os maiores investidores-anjo do Brasil juntos em um evento exclusivo para 40 startups e experiência única de imersão e treinamento em captação de investimentos: esse era o propósito do Invest Class, evento fruto da parceria entre StartSe, Microsoft, SoftwareONE e Samba Tech, que aconteceu na última terça-feira (05), na sede da Microsoft em São Paulo.

Tratou-se de um dia repleto de conteúdo e interação, com foco exclusivo em captação e o alinhamento de tese de acordo com cada degrau de investimento. Os presentes tiveram a oportunidade de aprender e se relacionar com nomes como Pedro Englert, Fábio Póvoa, João Kepler e Marco Poli.

Quem começou os trabalhos foi Englert, falando sobre MVP e métricas de resultado.

Na sequência, a segunda apresentação ficou a cargo do Póvoa, que comentou sobre escala de investimento e ciclo do investidor.

Depois de pausa para o almoço, Kepler foi à frente no primeiro período da tarde para falar sobre as verdades e mitos sobre investimento-anjo.

E quem finalizou foi Poli, considerado como um dos investidores-anjo mais técnicos e qualificados do Brasil, autor dos principais artigos e estudos sobre cálculo de valuation de startups e membro atuante da Anjos do Brasil.

O investidor usou de toda sua expertise para apresentar, em um bate papo informal, tudo que há por detrás do cálculo de valor de empresas no mercado. O que é o termo valuation, afinal?

Para começar, em definição rápida, trata-se da estimativa do valor de sua companhia através de um modelo quantitativo e sistematizado. Analisar financeiramente uma startup exige conhecimento de setor, atributos técnicos e, sobretudo, muita perspectiva estratégica. É de se esperar que, em uma macroeconomia tão heterogênea, isso abra um leque de opções gigantesco e relativize qualquer número que aparecer sobre o valor de sua empresa.

Por isso, é fundamental que você sempre questione se o valor que os acionistas e administradores enxergam é o mesmo valor percebido pelo mercado. Valuation, antes de uma estrutura, é uma percepção.

“Não existe um cálculo exato de valuation, pois as percepções de mercado podem ser diferentes, dependendo de quem estamos analisando”, comenta.

Envolve subjetividade ao definir premissas e selecionar fontes de dados. O resultado depende diretamente da percepção do mercado e da lógica intrínseca nas decisões do empreendedor. Com a prática você pode mitigar deficiências e impulsionar acertos ao longo do tempo. É, nada mais, nada menos, do que um histórico fundamental para a construção de estratégias futuras.

Mas como fazemos esse cálculo? Bem, ele pode ser feito estimando fluxo de caixa (montante recebido menos o montante gasto) da empresa para os próximos períodos, definindo taxa de desconto, baseando-se no risco da empresa de acordo com outras oportunidades de investimento e trazendo os resultados para o valor presente, com o intuito de soma-los.

“Normalmente solicito uma planilha de despesas e investimentos projetado para 12 meses. O valor total desta planilha “ajustada” poderá ser a possibilidade de aporte do meu grupo de Anjos. Baseado na necessidade de valor a ser aportado, se negocia o percentual de participação e calcula o Valuation estimado”, ressalta Poli.

Por exemplo: uma startup vai precisar de R$ 150 mil em investimentos e a participação do investidor é de 15%. O valuation, nesse caso, será de 1 milhão.

A Fórmula: (R – A)

R = Inovação + Estágio do Projeto + KPIs + Percentual do Negócio + Saídas + Empreendedor (Quanto maior os pontos, MELHOR)

A = Risco do Negócio + Barreiras de Entrada + Dedicação do Anjo + Burn Rate + Dependência + Dinheiro a Investir (Quanto maior os pontos, PIOR).

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