Inovações vencem competição e vão representar Brasil na Alemanha

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Por Lucas Bicudo

22 de setembro de 2016 às 12:18 - Atualizado há 4 anos

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O Falling Walls Lab é um fórum, uma plataforma internacional e interdisciplinar, a qual estudantes, acadêmicos e profissionais apresentam projetos inovadores que geram impacto social. No Brasil é realizado pela A.T. Kearney, em parceria com o Centro Alemão de Ciência e Inovação – São Paulo (DWIH-SP) e a Universidade de São Paulo (USP), por meio do Instituto de Física (INFUSP). O Falling Walls Lab está em sua 4ª edição no país.

E temos dois vencedores no Brasil da área de saúde! A ideia que ficou com o 1º lugar na votação ocorrida na última segunda-feira (19), foi a de um retinógrafo portátil, que pode ser acoplado a um smartphone comum e gera imagens de alta resolução da retina. O 2º lugar ficou com um projeto de células-tronco induzidas (iPS) para realização de testes de medicamentos.

“A parceria do Brasil com a Alemanha, por meio do DWIH-SP, propicia que inciativas importantes como essa aconteçam e sejam conhecidas e viabilizadas. Destaca-se em 2016 a quantidade diversificada dos 15 projetos finalistas. Vale ainda destacar o aumento das inscrições neste ano: foram 94 ideias, 50% a mais que em 2015. O próximo passo agora é a Alemanha, onde o nosso país será muito bem representado, dado o impacto social, tecnológico e econômico que as ideias ganhadoras têm em comum” disse o sócio do escritório da A.T. Kearney, François Santos, logo após a escolha dos representantes brasileiros.

O retinógrafo SRC, de Smart Retinal Camera, foi apresentado pelo engenheiro da computação José Augusto Stuch que, juntamente com os sócios Diego Lencione, que é físico, e Flávio Pascoal Vieira, que é engenheiro elétrico, fundaram a startup Phelcom há seis meses.

“O SRC é um dispositivo oftalmológico que captura imagens do fundo do olho para diagnóstico médico. De baixo custo, é consonante à telemedicina, portanto, possibilita diagnóstico remoto e pode ser utilizado em qualquer lugar, por mais distante e ermo que seja. É destinado a crianças, pessoas acamadas, assim como por comunidades remotas e não atendidas” explica Stuch.

Criar novos medicamento a partir de células do próprio corpo, como um pouco de sangue ou um pedaço da pele, por exemplo, foi o feito que deu a Diogo Biagi o 2º lugar. O biólogo criou em 2013 a startup Pluricell Biotech, junto com o então orientador Alexandre Pereira, que é médico e se tornou sócio do projeto, assim como o também biólogo Marcos Valadares, a partir de uma tese de doutorado, que se transformou no embrião da empresa.

“A possibilidade de fazer com que todas as pessoas tenham o potencial de tornarem-se doadoras de células induzidas à pluripotência é algo incrível. Estou empolgado com o fato de poder conhecer, na Alemanha, outras mentes inovadoras”, comenta Diogo.

José Augusto e Diogo terão as despesas de viagem e acomodação pagas para representar o Brasil, em 9 de novembro, na Alemanha, quando farão a mesma apresentação, de três minutos, a um público formado por líderes em diversos campos da ciência, negócios, política, artes e sociedade, além de convidados de várias partes do mundo, durante a versão internacional do prêmio. Eles concorrerão com os representantes de mais de 80 países. As apresentações poderão ser acompanhadas pelo site.

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