Índia: conheça a próxima fronteira de GRANDE crescimento no planeta

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Por Zhen Zhang

17 de novembro de 2016 às 13:21 - Atualizado há 4 anos

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Desde 2006, quando Jim O’Neill do Goldman Sachs formou a tese do BRIC, referindo-se ao Brasil, Rússia, Índia e China como os mercados emergentes que em 2050 seriam as economias mais ricas, diversos acontecimentos políticos e socioeconômicos têm afetado a dinâmica e desempenho dos participantes. Isso permitiu que em 2011 a África do Sul fosse incluída no grupo, formando o atualmente conhecido BRICS.

Porém, como o mercado econômico global é muito dinâmico, algumas nações despontam frente às outras e é o que tem acontecido com a Índia, o segundo país mais populoso do bloco (logo atrás da China) e que promete ser o carro chefe da economia global nas próximas duas décadas.

No final de setembro tive a oportunidade de participar do Chindia Internet Industry Investiment Summit, evento que aconteceu em Delhi, na Índia, e reuniu os grandes players, investidores, economistas e consultores da Ásia para discutir o futuro econômico da região e como ela será impactada e impactará o mundo. Nessa ocasião, por meio de muitas conversas e debates, foi possível confirmar o que muitos de nós, players globais, já acreditávamos: A Índia é o país que movimentará e manterá em alta a economia global nos próximos vinte anos.

Nas últimas duas décadas a China foi o país que teve o papel de estimular exportações de diversos países e continentes, de gerar mão de obra, atrair capital de investimento e produzir novas tecnologias para o mercado nacional e internacional. Porém esse crescimento acelerado alcançou uma estagnação natural, criando gigantes da internet com altíssimo poder de compra e de monopólio, levando o mercado a uma saturação.

Dessa forma, países que se desenvolveram para exportar commodities e tecnologias para a China estão sendo diretamente impactados e o Brasil é um exemplo. Por muitos anos tivemos grande parte de nossa exportação de minério de Ferro destinada à China, o que aqueceu a economia interna e gerou investimentos em grandes indústrias da mineração acarretando em aumento de oferta de empregos e a formação de um mercado interno mais estável. Porém a estagnação da China torna os investimentos em produtividade, realizados pela indústria brasileira, obsoletos. O mesmo acontece com a Alemanha, que exportava sua tecnolgia, bem como muitas outras economias que agora precisam encontrar outro grande mercado consumidor.

E para o mercado industrial e tecnológico de um país crescer, é necessário que seu mercado consumidor interno também não tenha alcançado a maturação, o que nos leva novamente à Índia. Esse país tem um potencial muito grande de crescimento, pois possui uma população numerosa e altos investimentos públicos em educação, o que potencializa o sucesso tecnológico. Seu mercado consumidor ainda não está saturado, há espaço para a chegada e maturação de novas tecnologias e investimentos ao passo em que o salário do trabalhador também aumenta, gerando maior poder de compra.

Ou seja, a Índia é o país mais adequado na atualidade tanto para consumir o excedente produtivo do mercado internacional quanto para produzir tecnologias e novidades para seu mercado interno, que apresenta grande potencial de crescimento. O país já é o segundo maior mercado mundial de celulares, tendo alcançado em outubro um bilhão de usuários segundo o regulador nacional de telecomunicações. Ou seja, tem ao mesmo tempo potencial de crescimento e de consumo, a fórmula perfeita da economia que cresce sustentavelmente.

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