Governo pode acabar com o Nubank, uma das principais startups do Brasil

Da Redação

Por Da Redação

19 de dezembro de 2016 às 11:58 - Atualizado há 4 anos

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O capitalismo brasileiro tem um SÉRIO problema de instabilidade de regras. E este problema pode matar uma das principais startups nacionais nos próximos dias: o Nubank, o cartão de crédito sem anuidade e com um aplicativo sensacional.

A Fintech está ameaçada pela mudança de regras no prazo de pagamentos das vendas, que pode ser reduzido de 30 a 2 dias. O Banco Central deverá fazer isso amanhã, dia 20, no esperado anúncio de novas medidas de crédito. Contudo, a medida que é esperada para ajudar o mercado varejista, pode ser caótica para o Nubank.

Atualmente, a empresa demora cerca de 26 dias entre uma compra e o recebimento do dinheiro, com o pagamento da fatura. Esses 26 dias são ótimos, pois ainda tem que pagar o adquirente, que leva uns dois ou três dias para pagar o varejista – totalizando 30 dias.

Se reduzir o prazo de pagamento para 2 dias, adeus Nubank imediatamente – que fica sem como pagar o que precisa pagar. Se o prazo fosse reduzido para 15 dias, uma possibilidade, o Nubank necessitaria de um aporte de R$ 1 bilhão do dia para noite para não quebrar – o que é completamente inviável, diz Cristina Junqueira, fundadora da startup, em entrevista ao Estado de S. Paulo.

São mais de 1 milhão de cartões emitidos atualmente. “Mudar dramaticamente, reduzir o prazo para dois dias, isso seria apocalíptico para a gente”, disse Cristina. Embora dois dias seja um prazo razoável (e certamente é assim fora do Brasil), o governo brasileiro muda regras estabelecidas muitas vezes, o que tem efeitos destruidoras para muitas empresas – inclusive startups.

O Brasil precisa de regras bem estabelecidas e estáveis. O governo não pode ficar mudando o ambiente regulatório conforme desejar: e os catastróficos efeitos deste tipo de instabilidade é motivo de discussão no Conexão Vale do Silício, nosso programa quinzenal sobre inovação e empreendedorismo.

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