Google quer retribuir para a sociedade, e o Campus São Paulo é a grande prova disso

Da Redação

Por Da Redação

11 de agosto de 2016 às 17:01 - Atualizado há 4 anos

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Há poucos meses atrás, o Google abriu um grande campus para diversas startups na cidade de São Paulo, em linha com o que faz em outras localidades. Em pouquíssimo tempo, o Campus São Paulo se tornou uma referência na cidade de local para troca de conhecimento e crescimento, e um dos pontos mais importantes para o ecossistema.

É um trabalho muito interessante e começa a dar frutos e ganhar visibilidade, principalmente com a escolha de 15 startups para o primeiro programa de residência do campus. “A vinda do campus para cá é uma demonstração da importância do Brasil para a companhia, e um demonstrativo inequívoco que o Google faz para o desenvolvimento do ecossistema”, afirma André Barrence, diretor do Campus.

O momento é muito positivo para iniciativas como essas florescerem, já que estamos vivendo uma era de inovação sem precedentes. E com os recursos e conhecimento do Google, não há dúvidas de que isso irá prosperar. “Vivemos um momento de fertilidade tão grande, que o Google Campus pode ser uma alavanca. Temos esse propósito, queremos ser um ponto de alavancagem para o ecossistema se desenvolver”, comenta o diretor.

Sem dúvidas, é um trabalho de extrema qualidade desempenhado pelo Google que traz muitas benesses para o mercado brasileiro em algumas de nossas maiores fragilidades. “Acho que a importância do Campus é muito grande.  É uma grande oportunidade para que continuemos fomentando o ecossistema brasileiro. Iniciativas de fomento e nutrição são fundamentais para o desenvolvimento”, diz.

Barrence cita alguns dos resultados que já estão sendo obtidos e que demonstram que o caminho está correto – o Campus chegou para agregar densidade necessária para o ecossistema de startups brasileiro. “ Mesmo com poucos meses, temos mostras que nosso trabalho tem sido bastante significativo e positivo. Tempos mais de 35 mil membros inscritos para frequentar o nosso espaço, o que nos mostra que há uma demanda reprimida grande e um potencial enorme para crescimento”, conta.

Ao trazer densidade, o Campus consegue entregar muita troca de conhecimento, que transforma os que lá estão em profissionais e empreendedores melhores. “A gente tem uma estrutura que privilegia a troca de conhecimento, um aporte de conhecimento enorme, uma troca entre as pessoas muito rica. Aqui, preparamos workshops e palestras, tanto do próprio Google quanto outros parceiros, temos programas de maior e menor duração para startups”, afirma, lembrando das 15 startups que por lá passarão seis meses.

É um grande benefício estar lá, agregando muito para as startups que por lá passam. “As startups possuem uma estrutura de primeiro mundo para se desenvolverem, sem nenhum tipo de custo para elas. O modelo do campus é extremamente pró-empreendedor. Temos conexões entre empreendedores, com investidores, com grandes empresas, com clientes”, destaca.

Com o projeto, a expectativa é que o ecossistema brasileiro se fortaleça e mais startups tenham sua chance ao sol. “Densidade é um desafio grande que a gente tem. O que a gente deseja é aumentar a quantidade de startups que passam pelas fases críticas, pelas fases iniciais, diminuindo a mortalidade das startups. A maioria acaba ficando pelo caminho e nós queremos diminuir isso”, explica.

Com o fortalecimento do ecossistema, virá o fortalecimento da economia do Brasil – o que impacta você também, mesmo que não seja empreendedor e trabalhe em uma companhia que não é uma startup. “Acho que o impacto econômico das startups pode ser bastante significativo no Brasil. Alguns estudos da Associação Brasileira Startups mostram que em 2020 já teremos uma participação significativa das startups brasileiras no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, elas abrem um novo caminho de desempenho econômico no Brasil”, afirma.

Para o atual, Barrence procurou startups um modelo de negócios diferente e disruptivo que trouxessem inovação para um determinado setor. “A partir disso, em qual o mercado que a pessoa está inserida? Qual o tamanho do problema que essa pessoa pode resolver? Além disso, era necessário que fossem times bastante diversos, que pudessem trazer diversidade de pensamento”, afirma.

Outra coisa que a empresa quer é que as startups tenham o interesse das empresas de participarem conjuntamente com o Google da missão de fomentar o mercado de startups brasileiros. A partir daí, é só focar em crescimento. “Queremos que as startups tenham crescimento tão expressivo e que estejam tão grandes que precisem sair do campus, afinal, temos uma limitação de espaço físico. Esse é o grande desejo, queremos que essas startups evoluam muito”, destaca.

Pense em um pai que quer ver o filho sair de casa e obter sucesso. Não é muito diferente. Por lá, as startups terão um grande apoio que lhes agregará muito valor e conhecimento – e isso lhes economizará anos de aprendizado. Em seis meses, espera-se que elas estejam prontas para voar sozinhas, mas talvez isso não aconteça – e se for necessário, o programa pode ser prorrogado por mais tempo.

Com esse apoio do Google, é capaz que alguma dessas 15 empresas selecionadas seja uma das gigantes de amanhã – o que certamente daria bastante orgulho para todos os envolvidos. “A gente vai fazer tudo possível para os negócios crescerem, menos investir e ter participação nessas startups. O Google já foi uma startup, então tem um interesse em retribuir para a sociedade. Essas são as empresas que vão mudar a forma como vivemos no futuro, seja no Brasil quanto no mundo”, termina Barrence.