Google está criando iniciativas para combater o Zika vírus

Os engenheiros da empresa já estão trabalhando junto da UNICEF para analisar dados e determinar como mapear e antecipar o vírus

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Por Júlia Miozzo

3 de março de 2016 às 16:12 - Atualizado há 4 anos

SÃO PAULO – A nova iniciativa do Google é voltada, como a de outras grandes empresas de todo o mundo, para o combate do vírus Zika.

Segundo informações do CNN Money, desde novembro do ano passado as buscas feitas no site com relação ao vírus tiveram um crescimento de 3.000% em todo o mundo. A ideia, após anúncio do Google.org, organização filantrópica da gigante, é ajudar a UNICEF e outras organizações a combater o Zika.

“Nós precisamos encontrar maneiras melhores de visualizar a ameaça para que os oficiais de saúde pública e ONGs possam dar apoio a comunidades que correm o risco”, escreveu a empresa. “Como uma empresa cuja missão é ajudar as pessoas a encontrar informação, com muita experiência em análise de grandes conjuntos de dados, estamos em uma boa posição para ajudar – em escala e rapidez”, finalizou.

Os engenheiros da empresa já estão trabalhando junto da UNICEF para analisar dados e determinar como mapear e antecipar o vírus, como uma estimativa do próximo lugar em que ele terá incidência. A plataforma tem como objetivo identificar o risco da transmissão da doença e auxiliar essas demais organizações a focar seu tempo e recursos em regiões específicas.

O Google também atualizou alguns de seus produtos para tornar as informações sobre o vírus mais acessíveis: em seus resultados de busca, as informações específicas do Zika foram adicionadas em 16 idiomas, incluindo alertas de saúde pública.

A divisão do YouTube, por sua vez, está trabalhando com criadores em novos vídeos educacionais, como um que ensina crianças a evitar as picadas de mosquitos.

Filantropia
Essa não é a primeira iniciativa do Google.org para auxiliar em outras epidemias ou outros desastres: após o terremoto no Nepal, por exemplo, a plataforma lançou sua ferramenta para encontrar pessoas, além de criar um mapa detalhado que apontava as áreas afetadas.

Para a crise dos refugiados europeus, por exemplo, ajudou na criação de um polo de informação e levantou US$ 11 milhões, dos quais uma parte foi enviada diretamente para os refugiados.