Google e Apple se preocupem: Facebook diz que Messenger só está 1% pronto

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Por Paula Zogbi

13 de outubro de 2015 às 13:08 - Atualizado há 5 anos

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SÃO PAULO – Mark Zuckerberg tem grandes planos para o seu aplicativo de mensagens instantâneas. Aliás, “aplicativo” pode nem ser a definição da ferramenta no futuro.

De acordo com Julien Codorniou, diretor de parcerias em plataformas do Facebook, a ideia é transformar o Messenger em um “app para tudo”. Em uma entrevista ao Wired, ele afirmou que “a meta é ajudar todas as pessoas ao redor do mundo a se conectarem” e que “em breve haverá companhias sendo construídas através do Messenger”.

Ao transformar o aplicativo em um ambiente separado da rede social em si, o Facebook pretende que atividades como reservas de voos, agendamento de entregas (inclusive pizzas), dicas de locais próximos e outras atividades sejam realizadas através do Messenger. Também existe a ideia de que as marcas se comuniquem com seus clientes pela janela do chat.

Basicamente, a ambição é unir milhares de aspectos da rotina do usuário no mesmo app em que ele conversa com os amigos. Algo parecido com o app chinês WeChat.

E é aí que entra a preocupação das concorrentes: se tudo for feito através do Messenger, para que as pessoas usarão as ferramentas das outras grandes empresas de tecnologia? Se os planos para o aplicativo de mensagens realmente vingarem e ele tornar-se a união de todas as notificações para os usuários, o poder móvel de empresas como Apple e Google pode se diluir até quase desaparecer.

Os desenvolvedores podem parar de se importar em construir plataformas para iOS e Android, já que funcionar dentro do Messenger já será o suficiente. Isso é uma ameaça real à Apple no sentido de que boa parte de seus clientes se importa com a variedade de produtos disponível na App Store.

Os anúncios poderão estar todos dentro do mesmo aplicativo, o que é possivelmente fatal ao Google Ads, por exemplo. Inclusive, o Facebook anunciou em seu blog ontem novos esforços para “conectar pessoas a marcas através de dispositivos móveis”, incluindo anúncios no feed de notícias. Com 1,4 bilhão de usuários, o Facebook é uma ameaça real.