Futuro do trabalho na visão de Laura Kroeff, VP da Box 1824

Da Redação

Por Da Redação

16 de novembro de 2018 às 16:55 - Atualizado há 2 anos

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O mercado de trabalho passa por profundas mudanças, exigindo dos profissionais uma tremenda capacidade de adaptação e disposição para renovar suas habilidades. StartSe conversou com Laura Kroeff, vice-presidente de desenvolvimento de produtos na Box 1824, sobre o assunto. Para ela, a tecnologia continuará impactando de forma profunda o mercado, exigindo um novo olhar para o trabalho. Confira trechos editados da entrevista.

O Futuro do Trabalho

Do ponto de vista tecnológico, é onde a gente tem uma das maiores transformações. Teremos um processo de erosão dos empregos tradicionais, uma demanda crescente em aprender novas habilidades, novas trilhas de carreira, flexibilização do local e horário de trabalho e uma automatização de grande parte da força de trabalho.

Leia, de Laura Kroeff, “A mão-de-obra precisará de novas capacitações”.

Velha Economia x Nova Economia

Entre 1900 e 1940, os códigos residuais e o próprio conceito de trabalho estavam ligados ao processo de repetição e produção em massa. Aos poucos, esse funcionário começou a ter uma integração maior com a tecnologia, suas demandas e perspectivas individuais em relação a empresa começaram a aumentar e o trabalho passou a ser parte da sua própria identidade. Agora, nós estamos passando por um período de transição entre o código dominante e o emergente, tudo baseado em mudanças demográficas, econômicas, tecnológicas e políticas.

Sobre as mudanças demográficas, assista o que pensam os jovens no mini-documentário TrueGen, A Geração Da Verdade, da Box 1824, dirigido por Igi Ayedun. O documentário é fruto de um estudo realizado pela Box1824 em parceria com a consultoria McKinsey, que entrevistou 2.500 jovens, com idade entre 14 e 22 anos, das classes AB e C de todo o Brasil, em 2017. O resultado foi um amplo desenho dos comportamentos, ambições, aspirações da geração Z.

Impacto na Indústria

Quando a gente olha para a indústria de produção em massa, a perspectiva é que a impressora 3D vai se sobressair e entrar forte na indústria de calçados. A Adidas, por exemplo, já está fazendo projetos experimentais de um calçado mais personalizados com uma impressora 3D. Do ponto de vista de mão de obra, isso muda o processo. Com toda essa inovação, percebemos que as fábricas da Adidas voltaram para a Alemanha, antes disso elas eram instaladas países com mão de obra barata.

Automatização em massa

Quando falamos da automatização em massa, o grande questionamento é o quanto isso vai impactar na substituição de mão de obra. Alguns analistas e estudiosos do tema acreditam que isso vai comprometer, em primeiro lugar, a mão de obra mais barata e potencializar os problemas sociais existentes. Por trolado, há linhas mais otimistas que acreditam que isso vai dar ao ser humano uma qualidade de vida profissional maior e a possibilidade de centralizar o trabalho em atividades mais prazerosas.

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