EUA criam força-tarefa para evitar monopólios no mercado de tecnologia

João Ortega

Por João Ortega

27 de fevereiro de 2019 às 15:25 - Atualizado há 2 anos

Logo ReStartSe

GRATUITO, 100% ONLINE E AO VIVO

Inscreva-se para o Maior Programa de Capacitação GRATUITO para empresários, gestores, empreendedores e profissionais que desejam reduzir os impactos da Crise em 2020

Fusões e aquisições entre empresas gigantes do setor de tecnologia estão na mira da Comissão Federal de Comércio (FTC) dos EUA. Nesta terça-feira (26), o órgão regulador apresentou uma força-tarefa para evitar monopólios no mundo digital. Condutas anticompetitivas serão barradas pelos responsáveis.

A força-tarefa será formada por 17 profissionais da FTC com expertise em mercados complexos. “Faz sentido examinar de perto o mercado da tecnologia para garantir os benefícios ao consumidor da competição livre e leal”, explica Joe Simons, presidente do órgão.

Segundo o comunicado, novas aquisições e fusões no setor de tecnologia serão investigadas pela força-tarefa. Além disso, negociações passadas também serão avaliadas – o que cria grande expectativa acerca de gigantes como Facebook, Google, Apple e Amazon, que acrescentaram diversas empresas da área a seus grupos no passado recente. Entretanto, a FTC não divulgou quais negócios em específico serão examinados.

Fusões e aquisições

O Facebook, que também é dono do Instagram e WhatsApp, anunciou que irá unificar os serviços de mensagens das três plataformas. Além de poder se configurar como um monopólio neste segmento, a união dos apps vem sendo criticada pela forma como Mark Zuckerberg lida com a privacidade de dados dos usuários. Assim, o grupo vem sendo apontado como um dos possíveis alvos das investigações da FTC.

Um dos fundadores do Waze – que foi vendido ao Google, criador do Maps –, Uri Levine disse à StartSe que vê grandes fusões e aquisições como um obstáculo à disrupção. “Eu gostaria de pensar que grandes empresas estão lidando com inovação. Mas elas estão fazendo otimizações de seus produtos. Elas podem estar criando coisas incríveis, mas nunca vão ‘disruptar’ os próprios negócios. Aquisições são a forma de crescerem e continuarem no topo”, afirma o empreendedor israelense.

Veja, abaixo, algumas aquisições recentes do universo da tecnologia:

Amazon gastou US$ 1,6 bilhão adquirindo empresas em 2018

Apple adquire startup de comandos de voz para investir na Siri

Google adquire a Alooma e quer que empresas mudem para a nuvem

Slack compra a startup Astro para e-mails, sua maior aquisição até o momento

Spotify vira líder global em podcasts após compra de startups

Tesla adquire Maxwell, empresa de ultracapacitores, por US$ 218 milhões