Fotos publicadas no Instagram podem ajudar no diagnóstico de Depressão

Junior Borneli

Por Junior Borneli

25 de junho de 2017 às 21:46 - Atualizado há 3 anos

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O Instagram pode ser um bom indicador da saúde mental de uma pessoa. Pelo menos, é isso que dois pesquisadores, Andrew Reece, de Harvard e Chris Danforth da Universidade de Vermont, escreveram em um relatório recente.

Essa é mais uma prova de como a tecnologia pode impactar diretamente a nossa saúde. Mais conceitos inovadores como esse serão apresentados no Health Tech Conference, que acontece em São Paulo, no dia 29 de junho.

O estudo baseou-se em 166 voluntários que foram recrutados na Amazon Mechanical Turk, e analisou suas histórias completas de Instagram, que tiveram cerca de 43.950 fotos.

Os níveis de depressão dos participantes foram determinados utilizando uma pesquisa de depressão clínica padronizada. Eles foram então questionados sobre seus hábitos de mídia social e história de diagnóstico de depressão. Os pesquisadores então analisaram suas fotos no Instagram observando cores, brilho e rostos.

Aqueles que estavam deprimidos tendiam a publicar fotos com tons aumentados, menor brilho e diminuição da saturação de cor. No geral, suas fotos eram “mais azuis, mais sombrias e mais escuras”. Eles também tendem a publicar com mais freqüência e usam mais filtros, sendo o Inkwell, que transforma as fotos em preto e branco, o mais popular entre os deprimidos. O filtro mais popular para voluntários que não estavam deprimidos era Valência.

Os participantes deprimidos eram mais propensos a publicar fotos que incluíam rostos, mas suas fotos tendiam a ter menos rostos do que os usuários do Instagram que não estavam deprimidos. Reece e Danforth escrevem que isso poderia ser uma indicação de que pessoas deprimidas geralmente têm círculos sociais menores.

O estudo também pediu aos participantes que classificassem as fotos dos outros com base em quatro elementos subjetivos: felicidade, tristeza, simpatia e “interesse”. Os dois últimos não pareciam ser indicadores significativos da depressão e, previsivelmente, as fotos dos participantes deprimidos foram classificadas acima da escala da “tristeza”.

“Essas descobertas sugerem novas vias para rastreamento precoce e detecção de doenças mentais “, escrevem Reece e Danforth, embora não elaborem exatamente como isso seria implementado. Segundo ele, este é “um primeiro passo, mas precisamos de muito trabalho antes que possamos chegar ao ponto em que um algoritmo possa aumentar de forma confiável a tomada de decisões de diagnóstico profissional”.

Se você quer conhecer mais tecnologias que podem impactar a nossa saúde, conheça e participe do Health Tech Conference. Mais de 600 pessoas estarão presentes para conhecer tecnologias revolucionárias para a área da saúde.