Fintechs de empréstimo devem se aliar aos bancos

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Por LTP

9 de junho de 2017 às 12:50 - Atualizado há 3 anos

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Para crescer no longo prazo, as fintechs de empréstimo devem se aliar a grandes bancos.

Essa é a conclusão dos gerentes sêniores de gestão de patrimônio da Ernst & Young, Rashmi Singh and Rohit Kumar, com base em um relatório da instituição sobre esse mercado.

Eles explicam a tese em um artigo publicado na Let’s Talk Payment, empresa global de conteúdo sobre fintechs. Leia abaixo os principais pontos do artigo, traduzidos especialmente para o StartSe.

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O EMPRÉSTIMO ALTERNATIVO ENCONTRA O BANCO TRADICIONAL: COLABORANDO PARA CRIAR VALOR EM LONGO PRAZO

Rashmi Singh e Rohit Kumar

 

O empréstimo alternativo é uma das áreas de crescimento mais rápido em fintech, mas seu potencial permanece amplamente inexplorado pelos players tradicionais da indústria.

Para os principais credores e investidores que procuram participar, eles precisarão identificar produtos potenciais a serem oferecidos (empréstimos pessoais, empréstimos para pequenas empresas, empréstimos automotivos, empréstimos estudantis ou hipotecas) e criar parcerias estratégicas com credores alternativos que se destacam dos demais.

Com um montante estimado de US$ 29,1 bilhões* (aproximadamente R$ 95,5 bilhões) em empréstimos online que surgiram no mercado dos Estados Unidos por empréstimos alternativos apenas em 2015, o mercado de empréstimo se destaca como uma das com crescimento mais rápido do universo de crédito.

Os credores online entendem que um número crescente de consumidores são desatendidos pelos canais tradicionais de empréstimos. Com essa visão, eles conseguiram aumentar o mercado a cada ano nos últimos cinco anos. Para fazer isso, os credores alternativos chegaram a quatro grupos-chave:

  • Consumidores que procuram consolidar dívidas
  • Pequenas e médias empresas (PME) cujo tamanho de negócios e montantes de empréstimos são considerados muito baixos para serem lucrativos para os bancos
  • Estudantes com baixas probabilidades de inadimplência
  • Consumidores e PME ajustados ao risco

Cada um desses grupos possui necessidades únicas que geralmente os deixam de fora dos requisitos tradicionais, mesmo que tenham baixa probabilidade de inadimplência. Ao trabalhar com mutuários não tradicionais, esses credores conseguiram construir um portfólio de empréstimo robusto que tenha tido bons resultados para os investidores.

Mas o crescimento sozinho já não é suficiente. À medida que a demanda traz mais concorrentes, é preciso encontrar formas de se diferenciar, seja através do produto, da plataforma, do canal, da experiência do cliente ou dos serviços.

Parcerias estratégicas: o novo fluxo de negócios proprietário

As novas tecnologias financeiras deram aos credores a capacidade de configurar a compra de maneira relativamente rápida. Muitos deles oferecem design de web de ponta e aplicativos móveis com algoritmos que permitem que os usuários solicitem um empréstimo e recebam uma decisão em minutos – não semanas, como com os bancos tradicionais.

As FinTechs têm estado um passo à frente com os processos de subscrição, já que eles tomam insumos tradicionais (informações financeiras e de emprego), bem como todo o conjunto de insumos não tradicionais (entrada de mídia social) para formular uma imagem completa do perfil de risco de um cliente. Mas, à medida que a indústria amadurece, as fintechs precisarão criar parcerias estratégicas com os principais credores e investidores para posicionar-se para o crescimento a longo prazo. Para atrair esses importantes parceiros de negócios, os credores do mercado terão que continuar refinando suas plataformas para um melhor desempenho. Existem quatro áreas críticas para melhoria:

  • Continuar a simplificar a experiência. A infra-estrutura digital que permite empréstimos online para consumidores e PMEs pode consertar pontos de dor críticos no processo para outros tipos de empréstimos, como empréstimos hipotecários ou veículos, que geralmente são um pouco mais pesados.
  • Qualificar os dados de pessoas e empresas desatendidas usando tecnologias de big data e análises aos prospects à medida que se aplicam na ferramenta. As fintechs foram bem-sucedidos em segmentar alguns dos maiores grupos de mutuários mal atendidos, mas há outros. Os pedidos hoje normalmente exigem pelo menos um histórico nominal de crédito e emprego, mas isso pode deixar jovens ou imigrantes recentes sem acesso ao financiamento. Os provedores de plataformas capazes de desenvolver modelos para lidar com mutuários novos e não convencionais poderão adicionar linhas de negócios diferenciadas e novos segmentos de clientes ao seu portfólio.
  • Oferecer preços competitivos, mantendo-se lucrativos, reduzindo os custos de financiamento. Os credores que oferecem empréstimo ao consumidor reduziram efetivamente os índices operacionais para 2%, em comparação com os 5 a 7%* de um credor tradicional. Isso permite oferecer taxas competitivas. No entanto, a natureza do empréstimo do mercado torna impossível que essas empresas acessem fundos de depósito baratos, uma vez que não são bancos. Por isso devem procurar ampliar suas fontes de financiamento, a fim de diminuir os custos de financiamento e melhorar as margens.
  • Ter acesso a grupos maiores de clientes através da construção de novas parcerias. Os novos credores geralmente possuem bancos e instituições tradicionais como investidores. Mas, à medida que essas instituições se tornam mais interessadas em empréstimos alternativos, surgirão oportunidades para expandir essas relações.

Concluindo, será imperativo que os credores alternativos e os bancos trabalhem em conjunto para apoiar o público em rápido crescimento dos mutuários mal atendidos. As parcerias estratégicas podem construir pontes entre a fintech e os participantes tradicionais do mercado financeiro, dando um suporte mais forte no futuro dos empréstimos.

 

*dados do Ernst & Young, LLP whitepaper, Alternative Lending Whitepaper

 

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