Fintech Class: conheça três startups que estão mudando as finanças no país

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Por Lucas Bicudo

9 de novembro de 2016 às 13:17 - Atualizado há 4 anos

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Feitas as devidas introduções, a dupla Marcelo Maisonnave e Mauricio Benvenutti convocou ao palco para discutir “O Futuro do Mercado Fintech” Thiago Alvarez, co-fundador do Guia Bolso, Marc Lahoud, fundador e CEO da Quero Quitar, e Sandro Reiss, fundador e CEO da Geru.

GuiaBolso é um aplicativo que, sobretudo, ajuda as pessoas a manterem suas finanças em dia. Através de um aplicativo, os usuários têm detalhes dos seus gastos e podem fazer a gestão que melhor lhe servir através de relatórios e gráficos gerados. O sistema é integrado com os principais bancos e importa todos os seus dados em uma interface fluída e acessível. A fintech, segundo Alvarez, é “resultado da experiência prévia de seus fundadores com impacto social, consumer banking e plataformas digitais”.

“Criamos o GuiaBolso com uma missão bem clara: transformar a vida financeira dos brasileiros. Crescemos muito mais rapidamente do que imaginávamos. No segundo trimestre de 2014 já possuíamos 12 mil usuários, que era nosso planejamento para o ano todo. No mesmo período de 2015, registrávamos 900 mil usuários. Agora no terceiro trimestre de 2016, atendemos 3 milhões de usuários, o que nos convence que estamos no caminho correto, rumo ao sucesso”.

Já a empresa Quero Quitar ajuda as pessoas a recuperarem crédito, eliminando suas dívidas através de um processo automatizado de negociação. São 60 milhões de negativados, ou 40% da população ativa sem acesso ao crédito. De acordo com Lahoud, “consumidores negativados querem recuperar o respeito, a capacidade de consumo e seu nome é o seu maior patrimônio”. Aí está uma lacuna de mercado e, com a plataforma, “a negociação dura menos de 10 minutos e permite que o devedor feche um acordo que seja mais vantajoso e adequado à sua realidade financeira. Sem intervenção humana, a iniciativa é sua, mantém boas relações com empresas credoras, possuí um canal disponível 24/7, e de menor custo operacional”.

“Muito mais do que créditos, recuperamos clientes para as empresas. A negociação digital recupera melhor por que é o canal que o consumidor sempre quis. As empresas, assessorias de cobrança se plugam ao marketplace, popula o ambiente de dívidas e empodera os consumidores a acertarem seus créditos. É uma linguagem do e para o consumidor. Sai do mundo cinza de cobranças. Em cada 100 usuários cadastrados, 69 visualizam a oportunidade, 58 fazem a proposta, 31 fecham acordo. 43% retornam a plataforma, esses são números que nos deixam bastante otimistas”, continua.

Por fim, a Geru atua diretamente na liberação de crédito e foca em encontrar as melhores taxas do mercado, oferecendo uma interface simples, em que você solicita o valor do crédito pretendido, informa o prazo e diz qual a finalidade do dinheiro.

“As plataformas usam tecnologia e ciência de dados para oferecer uma experiência superior de consumo e de investimento em crédito. Nosso modelo de negócios é o marketplace lending, sustentável e que garante menores taxas de juros nas linhas de crédito, já que a distância entre tomador e investidor é menor. No modelo convencional o tomador solicita o empréstimo, que passa pelo banco, que acessa as carteiras de crédito, securitiza, faz os tranches, entra nos fundos, para assim chegar no investidor. É um processo longo e que as pessoas não conhecem. Isso as distancia”, comenta Reiss.

Quando questionado sobre as barreiras superadas para oferecer taxas de juros menores, Sandro deu uma resposta mais ampla sobre o mercado de fintechs no geral: “Na primeira geração de fintechs, todos tinham uma visão de que elas iriam derrubar os bancos. A segunda é de que elas funcionariam à parte dos bancos. A terceira geração vem pra conviver com os bancos e até outras fintechs, trazendo os melhores serviços financeiros para a população brasileira acima de tudo. Um trabalho em conjunto, que atende os micro, pequenos e grandes empreendedores capazes de construir o futuro do nosso país. Nisso todos estão interessados. Para isso existe uma sinergia de negócios”.

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