Ex-funcionário processa Google por “programa de espionagem interna”

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Por Isabella Câmara

21 de dezembro de 2016 às 10:19 - Atualizado há 4 anos

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Quando você é uma das maiores empresas do planeta, definitivamente você possui alguns segredos que não quer que sejam espalhados por aí.

Sejam novas tecnologias, patentes, estratégias ou qualquer outra coisa que possa acabar atrapalhando seus planos de crescimento. E com a Google não é diferente.

A gigante do vale possui uma política interna bastante rigorosa sobre o que pode ou não ser revelado pelos seus empregados para alguém de fora da empresa, e mesmo a troca de informações entre departamentos internos pode ser limitada.

Obs. Essa prática não é exclusividade da Google, outras gigantes como a Apple também costumam seguir a mesma abordagem.

Segundo o site The Information, um ex-funcionário está movendo um processo que entre outras coisas afirma que a política de privacidade interna da Google fere as leis trabalhistas da California. Além disso, o empregado afirma que a empresa mantêm por exemplo um “programa de espionagem interno”, onde incentiva funcionários a dedurarem quando outro vaza algum tipo de informação.

Além disso, a política de segurança da informação da empresa, abordaria pontos como a proibição de que seus funcionários escrevam sobre suas preocupações de que a Google possa estar fazendo algo ilegal, ou mesmo pontos que são quase engraçados como a “Proibição de que eles escrevam roteiros para programas ou livros sobre como é trabalhar em uma empresa de tecnologia no Vale do Silício.” sem que a Google aprove o roteiro final.

Além disso, mesmo a liberação de informações para os próprios advogados da empresa, ou agentes do governo poderiam gerar um processo acionado pela Google por uma quebra no contrato.

Fontes internas afirmam que o processo foi movido pela mesma pessoa, que acionou um processo contra a Google e a Nest em Junho desse ano, onde ele reclamava sobre condições de trabalho para algo equivalente ao “Ministério do Trabalho” nos Estados Unidos.

Caso siga adiante e a Google perca o processo, isso pode forçar uma mudança de paradigma sobre o quanto as empresas podem limitar o direito de compartilhar informações por parte dos funcionários, afetando quase que todo o Vale do Silício em uma profunda mudança em como os relacionamentos entre empresas e colaboradores acontecem.

Artigo originalmente publicado no DoisCookies

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