Evento em São Paulo tem blockchain e ICO’s como destaque

Avatar

Por Mariana Rodrigues

11 de novembro de 2017 às 14:52 - Atualizado há 3 anos

Logo ReStartSe

GRATUITO, 100% ONLINE E AO VIVO

Inscreva-se para o Maior Programa de Capacitação GRATUITO para empresários, gestores, empreendedores e profissionais que desejam reduzir os impactos da Crise em 2020

A conferência global Next Money, que teve sua edição em São Paulo ontem (a única na América Latina) uniu empreendedores, grandes empresas de tecnologia e financeiras, especialistas e investidores. Um dos temas mais comentados em vários painéis, mesmo quando não era o tema principal, foi o blockchain, rede de registros de dados descentralizada, que também se relaciona com os temas de outros painéis, como criptomoedas e ICO’s (Oferta Inicial de Moeda/token).

Participaram das discussões desses temas os executivos das empresas Latoex, Consensys, R3, CoinBR, Foxbit e Alpha Ledger.

Quem queria conhecer mais sobre as inovações financeiras produzidas no país teve um dia cheio com a apresentação das fintechs competidoras no FF18 – veja a lista completa no final do texto – além das fintechs participantes dos painéis, que já são relevantes em seus setores, como Creditas e Zetra (crédito), Beetech (câmbio e remessas), Foxbit e CoinBR (bitcoin). Os painéis foram moderados por Bruno Diniz, co-fundador da Spiralem. Participaram ainda especialistas como Marcelo Bradaschia e Christina Hutchinson.

No painel sobre ICO’s, que são feitos por meio de blockchain, Fernando Bresslau, Country Manager da Ripio Brasil (antiga BitPagos, da Argentina), contou o case da empresa. A Ripio levantou o equivalente a US$ 32 milhões com sua emissão de token com base na criptomoeda Ethereum, em venda encerrada no início de novembro.

Sobre a emissão de token como financiamento, o executivo admitiu que a fase de alta dos ICO’s pode estar acabando, mas está feliz pois, assim como a Ripio, “muitas empresas puderam [ter capital] para começar sem grandes investidores, o que abre oportunidade para uma grande mudança no mercado”.

As fintechs brasileiras Swapy e OriginalMY já divulgaram seus whitepapers – documento com detalhes do processo de emissão de tokens e planos da empresa para o investimento recebido – para os ICO’s que devem ocorrer em breve.

Apesar da aparente empolgação do mercado com o blockchain, Edilson Osório Jr, CEO da OriginalMY defende que o seu uso deve ser considerado caso a caso: “A questão é de dá pra fazer hoje sem ser em blockchain. Se for possível fazer isso, não precisa ser em blockchain”, explicou.

Empresas tradicionais e inovação

Empresas tradicionais mostram que estão mais do que acompanhando, mas também desenvolvendo iniciativas inovadoras internamente. É o caso, por exemplo, do Banco do Brasil, que disponibilizou alguns de seus projetos de open banking para os clientes em fase Beta.

De acordo com Pedro Begotti, do Banco do Brasil, há também iniciativas mapeadas na plataforma de inovação da instituição que ainda não foram lançadas, e muitas serão lançadas em breve. “A estrutura que construímos no banco já é completa, o que falta é uma mudança no modelo de negócios”, comentou, sobre como as inovações poderão mudar o papel dos grandes bancos na dinâmica do mercado financeiro no país.

Ainda sobre open banking, Adriano Bottas, da Microsoft colocou o modelo da Europa, conhecido como PSD2 (Payment Services Directive 2 ou Nova Diretriz de Pagamentos). “Mais do que uma visão 360º do seu cliente, você poderá ter uma visão 720º, com a autorização do cliente, com a troca de dados entre instituições”, disse. Os palestrantes concordaram que a troca de dados pode beneficiar os clientes que terão uma oferta de serviços mais voltados para suas necessidades, além do open banking reduzir riscos para as instituições, que terão mais informações sobre os consumidores.

FF18 – Competição global de inovação financeira:

As seleções da FF18 acontecem nas edições da Next Money. O vencedor desta edição vai para a seleção no Next Money Hong Kong, em dezembro. A startup selecionada foi a Smarttbot, plataforma de robôs de investimento que executam estratégias de forma automatizada.

Conheça os demais competidores:

Portfy: plataforma para portabilidade de crédito

Tá pago: plataforma de gestão de benefícios por smartphone

Kavod Lending: peer to peer lending

Kakau: seguro residencial online

Appolice: Aplicativo para ajudar corretores a ligar seguradoras e clientes

Quartilho: marketplace para antecipação de recebíveis

NextOne: aplicativo para corretores que facilita processos com seguradoras

 

Saiba como fazer parte desse ecossistema

Para fazer parte do ecossistema global de fintechs, você pode cadastrar sua startup na MEDICI e na StartSe Base.

A MEDICI é uma base de dados que conta hoje com 7.000 empresas de todo o mundo. Ela pertence à Let’s Talk Payments (LTP), empresa global de conteúdo e pesquisas sobre fintechs.

A StartSe Base é a maior base de dados de startups do Brasil, com mais de 5.000 empresas cadastradas.

Sobre a Let’s Talk Payments (LTP)

LTP é a principal plataforma de conteúdo e pesquisas sobre fintechs no mundo. Mais de 400 instituições financeiras e 90 programas de inovação recorrem à LTP para obter informações sobre as empresas que estão disruptindo o setor financeiro. Para saber mais acesse o Media Kit.

Mariana Rodrigues é colaboradora regular da LTP, focada no mercado de fintechs do Brasil. Também é colaboradora do blog Dinheiro pra Viver.

Faça parte do maior conector do ecossistema de startups brasileiro! Não deixe de entrar no grupo de discussão do StartSe no Facebook e de inscrever-se na nossa newsletter para receber o melhor de nosso conteúdo! E se você tem interesse em anunciar aqui no StartSe, baixe nosso mídia kit.