Esse é o motivo pelo qual serviços como a Uber são necessários

Da Redação

Por Da Redação

23 de dezembro de 2016 às 16:28 - Atualizado há 4 anos

Logo Black Friday 2020

Nossos melhores Cursos Executivos ou Programas Internacionais com até 50% off

Quero saber mais

Vem aí a melhor formação de líderes do Brasil

Logo Liderança Exponencial Aprenda as novas competências fundamentais para desenvolver uma liderança exponencial e desenvolva diferenciais competitivos para se tornar um profissional de destaque no mercado.

100% online, aulas ao vivo e gravadas

Próxima turma: De 14 a 17/Dez, das 19hs às 22hs

Inscreva-se agora

Desculpa, não faço isso normalmente, mas gostaria de te fazer um pedido antes de escrever este texto: se você gostar, compartilhe. Eu nunca peço isso, acho uma falta de educação com o leitor aqui do StartSe.

Mas eu quero que esse texto chegue em alguém.

Você vai entender.

Talvez seja o espirito natalino, talvez eu esteja apenas sensível por algum motivo. Mas essa é uma história que me chamou a atenção.

Veja bem, eu comecei a faculdade de jornalismo por gostar de conhecer pessoas e de contar histórias. Acho que na minha vida eu já contei algumas histórias, grandes e pequenas, de pessoas muito notáveis. Até escrevi um texto sobre Eike Batista.

Mas a história de hoje é de uma pessoa absolutamente comum. Cujos traços se repetem em milhões de mulheres ao redor do mundo.

O nome dela eu não vou dizer, afinal, eu nunca perguntei se ela gostaria que a história dela virasse uma matéria aqui no StartSe. E eu nunca mais vou vê-la na vida, embora ainda acredite que existe a possibilidade deste texto chegar até ela.

Tudo começou quando eu bati meu carro, há umas duas semanas atrás. Fiquei sem dirigir no dia seguinte, e quando precisei sair do trabalho (em Pinheiros, na cidade de São Paulo), pedi um Uber para ir para minha casa, no bairro de Vila Mariana.

Para quem não entende o modelo, a Uber permite que as pessoas vendam seu trabalho para outros, interessados em pagar por uma corrida até outro lugar. É democrático, quase todo mundo pode começar a dirigir para a Uber. E existem diversos serviços deste tipo realizados por aplicativos: cabelo, cozinha, empréstimo de bens, serviços domésticos.

Fato é que veio uma mulher dirigindo o carro, mais ou menos da idade da minha mãe (inclusive, com filhos da minha idade). Sentei-me na frente, como de costume, e fomos conversando pelo trânsito, que, naquele dia, estava especialmente caótico.

Depois daquele small talk básico, ela começa a me contar o motivo pelo qual estava dirigindo aquele carro (uma SUV luxuosa) para ganhar algum trocado. Bom, ela era mulher de muitas posses. Casa aqui, casa na praia, flat em não sei onde, carros aqui e lá. Ela havia sido casada com o mesmo homem por mais de 30 anos.

Mas… ele o havia abandonado e ido viver com outra. Com um agravante: se recusa a pagar qualquer pensão, parou de pagar as mensalidades da faculdade do filho e ainda iniciou um processo de divórcio litigioso.

Só que, como era habitual, ela tinha abdicado de uma série de coisas por conta do marido. Não tinha uma carreira estabelecida (e aos 60 anos, difícil começar uma agora) e não tinha nenhuma fonte de renda.

Havia, disse ela, passado os últimos 30 anos sendo humilhada constantemente. Era chamada de feia, de gorda, de burra. Tudo isso por um marido que sabia como manipular a cabeça dela para deixa-la numa posição de subserviência.

Relacionamentos abusivos.

Hoje, ela disse, entendia que a separação foi boa. Mas passou por problemas sérios, materiais e emotivos. Um mês sem sair do quarto, chorando pelo traste perdido.

Depois do luto, precisava de algo para poder viver. É aí que entra a Uber. Ela sabia dirigir, tinha um carro e experimentou o aplicativo. Nunca mais parou.

E é uma TRANSFORMAÇÃO quando as pessoas passam a ter sua própria renda. A confiança volta, a sensação de dependência some. Hoje, ela estava genuinamente feliz de poder levar pessoas do ponto A ao ponto B e conseguir pagar suas contas com isso. Até arranjou um namorado e estava feliz novamente (e espero que seja uma pessoa com mais caráter).

O serviço havia dado dignidade novamente para ela. Ela não mais queria seu ex-marido de volta e se sentia útil. Obviamente que iria manter a briga na justiça para retomar o que era seu de direito, mas, desta vez, ela havia conquistado uma grande confiança.

E essa história não é única.

Ela se repete mil vezes, em mil casas diferentes. Eu mesmo já havia presenciado uma história parecida. Uma mulher que havia começado a dirigir Uber por quê seu marido havia sido despedido. E estava tão feliz, mas tão feliz de poder ser útil que não se continha.

O sistema de táxis, embora eficiente, requer um alto investimento para que as pessoas comecem a prestar esse serviço. Pessoas como a desta história não teriam chance de dirigir um táxi.

E não tem nada pior do que uma pessoa sem ocupação, sem trabalho. O desemprego é o maior dos males e deveria ser combatido de todas as formas possíveis. Não deveríamos nunca criar barreiras para que pessoas consigam realizar seus trabalhos em paz, de maneira digna.

Por isso eu gosto de iniciativas que dão ocupação para as pessoas, como a Uber. E torço muito para que elas prosperem cada vez mais pessoas consigam ocupações que lhes deem dignidade.

Fico muito feliz de saber que a motorista viu sua vida melhorar. E espero que as startups continuem trazendo essa mudança positiva que o mundo tanto precisa.

Não deixe de entrar no grupo de discussão do StartSe no Facebook e de inscrever-se na nossa newsletter para receber o melhor de nosso conteúdo!

[php snippet=5]