Essa tal “bolha das startups” não é nada perto da de 1999 (e não deve assustar)

Da Redação

Por Da Redação

21 de agosto de 2015 às 11:55 - Atualizado há 5 anos

Vem aí a melhor formação de líderes do Brasil

Logo Liderança Exponencial Aprenda as novas competências fundamentais para desenvolver uma liderança exponencial e desenvolva diferenciais competitivos para se tornar um profissional de destaque no mercado.

100% online, aulas ao vivo e gravadas

Próxima turma: De 14 a 17/Dez, das 19hs às 22hs

Inscreva-se agora
Logo Black Friday 2020

Nossos melhores Cursos Executivos ou Programas Internacionais com até 50% off

Quero saber mais

SÃO PAULO – Warren Buffett é tido como ultrapassado. Seus investimentos no mercado acionário não rendem tanto quanto as milhares de startups de tecnologia que surgem e prometem mudar a vida de bilhões de pessoas. Atual? Não.

Esse era o pensamento do mercado em 1999 – algo muito parecido com o que está acontecendo em 2015, mas que foi muito mais longe, mostra o MarketWatch. Como naquela época, uma espécie de “bolha das startups” começa a assustar algumas pessoas – muito embora a sua existência não possa ser provada. Aquela estourou. A de hoje vai estourar em algum momento? Talvez sim, talvez não.

No momento, se ela existe, tem sido benéfica para tirar muitos negócios do papel. Afinal, com os investidores estão empolgados, várias companhias tem recebido dinheiro para financiar seus negócios a valuations esticados.

Algumas rodadas de financiamento tem sido extremamente generosas com as startups: os fundadores conseguem verdadeiros leilões entre os investidores. Às vezes, conseguem que os investidores discutam não quanto dinheiro estão dispostos a colocar na empresa, mas quanto da empresa querem levar.

Talvez o mercado volte a racionalidade em algum momento e essa febre passe. Foi o que aconteceu em 1999. Não sem criar riqueza: Amazon, Yahoo, Netflix – todas elas viabilizadas por conta daquela febre que ocorreu há 16 anos atrás.

Mas não resta dúvidas de que quem acertar em cheio uma revolução na vida das pessoas, com certeza ganhará muito, muito dinheiro. Uma lição para os investidores aprendida em 1999: é importante saber distinguir entre a próxima Amazon e uma Garden.com.

É verdade que muita coisa estranha aconteceu em 1999: o Yahoo comprava sites por bilhões de dólares (e a maioria não sobreviveu até hoje, como o GeoCities), bons domínios conseguiam abrir capital na bolsa, startups compravam anúncios no Superbowl (o espaço publicitário mais caro de todos) e conseguiam fazer shows privados de grandes bandas, como o Kiss.

Donos de empresas viraram celebridades. Marc Andreessen, co-fundador do Netscape, até fez uma propaganda para uma cerveja, a Miller Lite, enquanto mascotes de startups apareciam em programas de televisão. Hoje, isso é bem mais limitado, mas cuidado: quem investir bem ganhará dinheiro, mas não coloque em qualquer empresa. Tem que estudar bem.