Entenda como realidade virtual pode mudar drasticamente o turismo

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Por Júlia Miozzo

8 de janeiro de 2016 às 17:07 - Atualizado há 5 anos

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SÃO PAULO – Os tão falados dispositivos de realidade virtual, como o Oculus Rift, são talvez uma das maiores conquistas tecnológicas dos últimos anos. Exatamente por isso, devem abalar todos os setores da economia ao longo dos próximos anos, como o do cinema, dos jogos e inclusive do turismo.

Segundo analistas da empresa de pesquisas Phocuswright, o impacto que deve gerar nesse último segmento é ajudando os turistas a decidirem para onde vão viajar. “[A tecnologia] pode ser especialmente valiosa para destinos que não têm uma atração muito famosa ou um nome muito reconhecido, mas possuem grandes atrações naturais e culturais que podem dar aos viajantes a confiança que mostra que é um destino para se visitar”, disse o vice-presidente de pesquisa da Phocuswright ao portal CNBC.

Por exemplo, os tours virtuais feitos pelos dispositivos de realidade virtual podem permitir que os viajantes experimentem um destino antes de reservar uma viagem. Uma operadora de turismo africana, Matoke Tours, já utilizou a técnica, criando um aplicativo com vídeos 360 graus com seis experiências em Uganda.

Por outro lado, as operadoras de hotel já estão utilizando os dispositivos para oferecer mais experiências aos hóspedes. A rede de hotéis Marriott, por exemplo, lançou o “VRoom Service”, onde os hóspedes podiam pegar emprestado um dispositivo e experimentar os “cartões-postais VR”, onde poderiam visitar Chile, Ruanda e Pequim.

Neste ano, foi lançado o headset de realidade virtual Oculus Rift, o primeiro de uma série que deve aparecer em 2016. A tendência é que a variedade de opções leve a adoção de sete milhões de dispositivos até o final do ano, segundo analistas da IHS Technology. Até o final de 2020, a expectativa é de que já existam 37 milhões de dispositivos em uso.