Empreendedora começou aos 7 anos de idade e hoje tem sua própria startup

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Por Lucas Bicudo

28 de março de 2017 às 10:55 - Atualizado há 4 anos

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Nos últimos anos, o número de mulheres que começaram a empreender cresceu tanto no Brasil como em outros países. Atualmente, cerca de 30% de todos os negócios privados do mundo são operados ou têm como idealizador uma mulher. No entanto menos de 10% das empresas lideradas por mulheres recebe investimento externo. Estimativas demonstraram que, se essas mesmas organizações recebessem uma ajuda financeira igual às dos negócios dirigidos por homens, seis milhões de empregos seriam gerados em apenas cinco anos.

Camila Florentino é idealizadora e CEO da Celebe rar, que participou do programa de aceleração da Startup Farm em 2016. Desde muito cedo a paulistana já sentia uma conexão com o empreendedorismo.  Aos 7 anos já montava uma barraquinha na garagem da casa dos avós para vender cestas de palitos de sorvete, aproveitava e vendia também peças de crochê feitas pela avó. Aos 14 anos, fez um curso de webdesign, aprendeu a fazer sites básicos (utilizando o Dreamweaver e o Fireworks) e vendia esses sites em html para várias padarias e botecos na região que morava.

Alguns anos depois a garota começou a trabalhar com eventos e se apaixonou por esta área. Mas foi a tecnologia que proporcionou um olhar completamente novo para os seus projetos.

“A tecnologia trouxe a possibilidade de causar um grande impacto em escala e mudar a vida de muita gente, esse foi meu maior encantamento ao descobrir  o ecossistema: poder criar algo novo e influenciar o futuro”, comenta.

A Celebrar surgiu a partir de um Estudo de Viabilidade realizado na EACH-USP, em 2013. O estudo buscou soluções para os problemas no mercado de eventos sociais, através do uso colaborativo da tecnologia – e foi apresentado como Trabalho de Conclusão do Curso de Lazer e Turismo. No entanto, Camila encontrou muitos obstáculos pela frente.

“As dificuldades de se empreender no Brasil vão desde a abertura de uma empresa, burocracias, questões tributárias (altos impostos), jurídicas e investimento. Além disso, o sexismo é nítido no ecossistema empreendedor brasileiro, causando um desestímulo em alguns momentos”.

Para Camila, a maior dificuldade foi construir algo novo sem recursos e ela só conseguiu superar esta fase por conta de uma equipe multidisciplinar de sócias e a descoberta de que, mesmo sem recursos financeiros, o capital social e intelectual é o que faz a diferença.

Para conhecer essa mentalidade inovadora, temos duas iniciativas. O primeiro é o Silicon Valley Conference, um evento que promete transformar São Paulo no Vale por um dia e o Silicon Valley Learning Experience, uma visita aos principais locais do Vale para falar com alguns dos grandes nomes da região

“Não importa o que dizem, não importa o que as pesquisas mostram. A gente precisa ir com coragem pois agir com o coração faz toda a diferença – sendo mulher ou sendo homem”, enfatizou.

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