Em meio a tentativas de regularização, Uber fecha escritório em Frankfurt

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Por Paula Zogbi

4 de janeiro de 2016 às 10:03 - Atualizado há 5 anos

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Depois de 18 meses de operação, a startup Uber fechou as portas de seu escritório físico em mais uma localidade europeia em novembro, de acordo com o New York Times. Frankfurt, quinta maior cidade da Alemanha, foi a escolhida da vez, depois de problemas com taxistas locais.

A companhia de caronas, que tem crescido com enorme rapidez ao redor do mundo e atualmente está avaliada em US$62,5 bilhões, teve problemas com a versão mais barata do seu serviço na cidade: o UberPop (semelhante ao UberX no Brasil). O serviço foi banido por reguladores alemães em março do ano passado.

Depois disso, o Uber tentou negociar, contratando taxistas da cidade, de acordo com o New York Times. Mas eles não quiseram trabalhar para a startup, que se viu sem saída a não ser encolher as operações. O serviço da companhia também foi encurtado em Hamburgo e Dusseldorf em novembro, e o UberPop parou de ser oferecido em Amsterdã. Em cidades alemãs como Munique e Berlim, a empresa ainda opera serviços licenciados.

Brasil

No Brasil, assim como em outras partes da Europa, o aplicativo passa por um momento de conversas e algumas tentativas de regularização, sem muitas certezas por enquanto.

Na terça-feira passada, na cidade de São Paulo, o prefeito Fernando Haddad lançou uma consulta pública para tentar viabilizar um decreto que regulamentaria o serviço. Já no dia seguinte, 30 de dezembro, a Câmara da cidade disse que pretende barrar o possível decreto, alegando que esse tipo de regularização deveria passar pelo legislativo. A ideia do prefeito seria permitir o funcionamento do app mediante pagamento aos cofres municipais, e o anúncio gerou protestos de taxistas no dia em que foi anunciado.

Já no Rio de Janeiro, em setembro do ano passado, o prefeito Eduardo Paes sancionou um projeto de lei que proíbe a circulação dos carros do Uber na cidade e penaliza os motoristas com multa. Depois disso, ocorreram episódios em que liminares foram concedidas para que motoristas do app circulassem pelas ruas da cidade. A legislação segue em debate.