Economia de compartilhamento: o que você precisa saber

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Por Paula Zogbi

26 de outubro de 2015 às 09:45 - Atualizado há 5 anos

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Você provavelmente já ouviu falar na Airbnb. O serviço de compartilhamento de quartos ou apartamentos para viajantes é um dos exemplos mais marcantes de um termo que cresce cada vez mais mundialmente: a economia do compartilhamento (ou sharing economy), também conhecida como “

Mas o que de fato significa esse termo? Mais que isso, o que exatamente esse termo engloba?

Há alguns anos, algumas startups começaram a impulsionar uma tendência que até agora só cresceu: quando uma pessoa precisa de algo, ela não necessariamente precisa comprar esse algo. Práticas como o Couchsurfing (se hospedar no sofá de outras pessoas); os espaços de co-working (onde diversas pessoas sem relações profissionais entre si trabalham usando os mesmos recursos) e serviços de caronas e aluguéis (de roupas, por exemplo) mostram que há uma parcela significativa da população que busca soluções alternativas ao capitalismo como conhecemos.

Basicamente, a economia de compartilhamento é o que permite que pessoas aluguem ou peguem emprestados itens que outras pessoas já possuem, sejam eles físicos ou não (por exemplo, você pode alugar espaços, ideias ou caronas; mas também roupas e carros). Pode-se participar emprestando, pegando emprestado ou ganhando algum dinheiro com isso.

Dentro desse universo, existem algumas maneiras diversas de ir contra esse sistema, cada uma com características próprias e outras comuns ao modelo de compartilhamento. Conheça os diferentes termos que já foram criados para designar as diversas faces desse modelo – sempre lembrando que muitas das startups mencionadas se encaixam em mais de uma das categorias:

Economia colaborativa
A economia colaborativa é muito confundida com a própria economia de compartilhamento. Na verdade, economia colaborativa é um termo mais abrangente ainda, que envolve todas as transações realizadas “peer-to-peer”, sem intermediários. Tem a ver com criar uma plataforma que conecte pessoas com os mesmos interesses, ou que possam oferecer o que outras pessoas querem/precisam. Parece a mesma coisa que a economia de compartilhamento, certo?

A diferença é que o termo “economia de compartilhamento” tem relação mais direta com a natureza capitalista da economia colaborativa – da qual fazem parte todas essas empresas que já citamos.

Economia colaborativa significa cooperação, comunidade. A plataforma aberta de cursos virtuais gratuitos Coursera, por exemplo, é um bom exemplo de aplicação deste termo. Outro exemplo é o próprio aplicativo AirBnB, que ilustra esta matéria. 

Gig Economy
O termo “gig” faz referência a jovens que, alguns anos atrás, realizavam pequenos serviços para complementar renda. Atualmente, Gig Economy é o termo que engloba um serviço que oferece gratificação instantânea. Como assim? Sites como o Task Rabbit oferecem mão de obra para pequenos serviços em diversas companhias, por exemplo.

Os motoristas do Uber ganham um dinheiro extra para dar caronas às pessoas, mesmo que este não seja seu trabalho principal. Por isso que recentemente o criador do serviço disse que ele não pode ser considerado uma empresa de táxis.

Economia “on-demand”
Essa você já conhece. Os serviços como o Uber e os aplicativos de delivery oferecem o que as pessoas querem, no exato momento em que elas querem. Sem contar a programação imediata e personalizada do Netflix. A regra é: conveniência e facilidade são alma do negócio. A demanda vem “antes” (em prioridade) do que a oferta.

Crowdsourcing e Crowdfunding
Para que tudo isso funcione, o financiamento e apoio de terceiros têm sido uma ferramenta importante de divulgação e construção.

Você conhece sites que arrecadam dinheiro de pessoas interessadas em determinado serviço para que seja viável a existência dele, como Kickante, Broota, EqSeed – estes são os crowdfundings.

Já o crowdsourcing não tem a ver com dinheiro: é possível colaborar, por exemplo, com divulgação ou até mesmo com mão de obra. É possível criar comunidades via plataformas online para ajudar alguém a resolver um problema e criar algo – isso está diretamente conectado, aliás, com o termo “gig” e com a economia “on-demand”. Um exemplo é o site Mila.