Deloitte acredita em futuro ruim para o mercado de empréstimos e fintechs

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Por Lucas Bicudo

23 de Maio de 2016 às 16:47 - Atualizado há 4 anos

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A Deloitte acabou com o hype recente que estava rolando envolta da indústria de empréstimos online. A empresa de contabilidade e consultoria mergulhou completamente no assunto e concluiu que a leitura, para quem está no setor, é devastadora.

“Os marketplaces de empréstimos não estão suscetíveis a constituir uma ameaça para os bancos”, diz Neil Tomlinson, chefe da Deloitte no Reino Unido para o setor bancário. Neil ainda diz que as fintechs “não são jogadores à altura, em termos de volume global ou compartilhamento”.

O relatório de 44 páginas diz que esses credores não reinventaram a roda e que eles terão dificuldades para crescer, uma vez que os bancos tradicionais já estão blindados com seus valores de mercado e podem facilmente se adaptar a qualquer tipo de plataforma rapidamente, de acordo com a tendência.

Basicamente a força desses marketplaces está depositada em segmentos especializados onde seus conhecimentos podem se tornar uma vantagem competitiva. Mas se eles têm como alvo mais ofertas do mercado de massa, seu destino acaba por não ficar em suas próprias mãos. O sucesso ou fracasso dessas plataformas é proveniente das taxas de juros e bancos tradicionais.

Para aqueles que não acompanham muito a movimentação desse setor, o chamado “marketplace lending” é onde plataformas online conectam pessoas que procuram por empréstimos sem o intermédio de um banco, que tradicionalmente assumiria os riscos do negócio e de grande parte do retorno que ele traria.

Paralisados por um novo regulamento vigente desde a crise financeira, os bancos estão tendo que reforçar os requisitos para a aquisição de capital e, como resultado, ocorre corte nas concessões de empréstimos. Nessas plataformas, são oferecidos créditos para pequenos negócios, de pessoa para pessoa, quando todas as outras opções estão secando. Para investidores, oferece retorno à taxas de 7%. Pelo custo operacional e as tarifas serem mais baixas, trata-se de uma opção mais próxima e viável para quem procura um empréstimo para sua empresa.

E o relatório concorda com essa afirmação. Mas canta a bola de que, acima de tudo, esses credores estão lucrando em cima de um momento macroeconômico isolado, que provavelmente não irá durar.

(via Business Insider)

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