Descubra a relação entre crianças, limonada e empreendedorismo

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Por Isabella Câmara

10 de novembro de 2016 às 14:09 - Atualizado há 4 anos

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As pessoas de modo geral falam que as crianças são o futuro, assim, nada mais objetivo do que investir nelas para criarmos um mundo melhor amanhã. Ações que visam incentivar a educação, e o desenvolvimento da parcela mais jovem da nossa população são fundamentais quando pensamos no longo prazo e o Projeto Limonada é justamente sobre isso.

Uma iniciativa que visa levar mais conhecimento sobre empreendedorismo para crianças, tendo surgido em 2015 após um projeto voluntário em varias escolas que já impactou mais de 500 pessoas, os organizadores formaram um time capacitado para expandir o projeto e hoje buscam apoio para isso.

Como algumas pessoas que acompanham o trabalho que desenvolvemos no Empreenda Junto sabem, eu como fundador dediquei e dedico boa parte do meu tempo a área de educação, e é justamente por isso que resolvi conversar com o pessoal do Limonada, e entender um pouco mais sobre o que eles estão fazendo, o resultado desse bate papo, você confere agora!

1: Por que vocês decidiram trabalhar empreendedorismo com crianças?

É importante ressaltar que, antes mesmo de definir qual seria o nosso público alvo, sempre acreditamos no empreendedorismo como uma das mais efetivas ferramentas de transformação e desenvolvimento da sociedade. Diante disso, decidimos trabalhar com crianças por perceber que, na atual conjuntura, o ensino ofertado muitas vezes inibe o desenvolvimento de determinadas competências que afloram nesta fase, tais como criatividade, raciocínio lógico, comunicação oral e escrita e habilidade para se relacionar com diferentes pessoas e culturas. Esse fato leva o nosso país à contramão de países mais desenvolvidos como Japão, Austrália e Estados Unidos que adotaram a educação empreendedora e econômica como parte do aprendizado escolar.

Logo, um país como o Brasil, que amarga os piores índices de produtividade, além de um ambiente hostil à criação de negócios (ocupando a 123ª posição, de uma lista de 190 países segundo ranking que mede a facilidade para abertura de negócios, elaborado pelo Banco Mundial em 2016), carece de projetos que estimulem a inovação e a competitividade.

2: Qual a experiência dos membros do time?

Temos perfis bastante diversificados em nossa equipe: Gleiner Vinícius, 34, é professor há 15 anos e há 4 ministra o curso Comportamento Organizacional na UFRJ; Luciana de Castro, 27, é especialista em marketing com ênfase em vendas e atendimento ao público; Thiago Dantas, 32, é empreendedor e professor na área de TI; Cibele Bastos, 30, é economista e fundadora do Dragão do Mar, maior grupo de estudos de livre mercado do país;  Rafaela de Paula, 25, prestou serviços administrativos a empresas multinacionais durante 6 anos, sendo 2 deles dedicados a gestão de custos, concluiu recentemente o curso Empreendedorismo e Inovação na Escola de Negócios da PUC/RJ e idealizou o Projeto Limonada.

 3: O projeto teve alguma inspiração no projeto Lemonade Day da Google?

Não, na verdade somente agora tomamos conhecimento desse projeto.

Nossa maior inspiração tem sido o NFTE, Network for Teaching Entrepreneurship, uma organização sem fins lucrativos que oferece capacitação empresarial e educação a jovens em situação de risco e em comunidades de baixa renda.

4: Como surgiu a ideia de fazer um crowdfunding?

Após o desenvolvimento do método e a ampliação do nosso programa de aulas, percebemos que para dar início às nossas atividades precisaríamos de mais recursos financeiros do que já tínhamos investido, não apenas para custos administrativos, mas também para aquisição de equipamentos como retroprojetor, e para produção de material didático e vídeo-aulas.

A campanha traz ainda a possibilidade de engajar outras pessoas e também de divulgar mais o nosso projeto.

5: Quais os maiores desafios que vocês enfrentam hoje para tocar esse tipo de projeto?

São três os principais desafios:

O primeiro diz respeito a captação de recursos, por meio de doadores e patrocinadores, de modo a viabilizar a continuidade e a expansão do nosso projeto e permitir que nossa equipe possa se dedicar integralmente às nossas atividades.

O segundo se refere ao acesso aos colégios, pois a maioria deles busca inovação para si, porém ainda não são tão receptivos quando esta inovação vem de fora.

O terceiro é buscar o apoio dos pais para garantir melhores resultados dos alunos no processo de aprendizagem.

6: Quantas pessoas vocês já impactaram?

Durante aproximadamente um ano de atividade, o projeto contou apenas com uma pessoa e sua vontade de realizar este trabalho. Mesmo sem uma periodicidade definida, estrutura formalizada ou equipe formada, foi possível atingir em torno de 500 pessoas.

Para o próximo ano estimamos abranger um número 10 vezes maior nas cidades onde estamos presentes (Rio de Janeiro, Fortaleza e Curitiba). Para isso, esperamos ter uma estrutura de apoio que nos permita estar presentes em um número maior de escolas que queiram fazer parte do nosso projeto.

Então, se você se preocupa com o futuro das nossas crianças, e com educação empreendedora, apoie o projeto na campanha da Kickante, ou contatando eles pelo facebook.

Link para o crowdfunding: Clique aqui

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