Corporate Venture é destaque na Case, maior evento para startups no Brasil

Corporate Venture pode ser explicado como a iniciativa de aproximação das grandes empresas ao ecossistema de startups em busca de inovação

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Por Da Redação

17 de novembro de 2016 às 11:45 - Atualizado há 3 anos

Na última semana, a CASE 2016 reuniu mais de 6.500 pessoas em dois dias de evento no Anhembi em São Paulo. O maior evento de startups do Brasil tratou de diversos temas, como Gestão de Produtos, Vendas, Internacionalização e Investimento. Dentro desse escopo, um assunto teve destaque especial na 3ª edição do evento: Corporate Venture.

De forma resumida e ao mesmo tempo abrangente, Corporate Venture pode ser explicado como a iniciativa de aproximação das grandes empresas ao ecossistema de startups em busca de inovação. Essa aproximação pode se dar de várias formas e vai muito além do simples investimento financeiro nas startups em troca de participação. Mudança de cultura interna, desenvolvimento de fornecedores e co-criação de projetos são alguns dos principais motivadores que levam a esse movimento já consolidado globalmente e que está em franca expansão no Brasil. Cada vez mais, grandes multinacionais desenvolvem seus programas de inovação através do relacionamento com startups. De acordo com Cristiano Kruel, Head de Corporate do StartSe, esse movimento é inevitável e vital para as grandes empresas se manterem competitivas nos mercados em que atuam. Na CASE 2016, essa tendência ganhou destaque em vários painéis sobre o tema e na área de expositores com diversos programas apresentados ao público.

No palco principal (plenária), dois painéis discutiram ações relacionadas ao Corporate Venture, todos no segundo dia. O tema “Parcerias para enfrentar o mercado global” mostrou a importância da sinergia entre Microsoft e Samba Tech no processo de internacionalização da startup mineira. Gustavo Caetano (CEO da Samba Tech) e Paula Bellizia (CEO da Microsoft Brasil) ressaltaram que a agressividade, o sonhar grande e a franqueza mútua foram fatores essenciais no amadurecimento da parceria que viabilizou a abertura do escritório da Samba em Seattle e o lançamento do aplicativo Kast no mercado americano. Já o painel “A história da Zero Paper” contou a história da venda da startup brasileira para um dos maiores grupos americanos de tecnologia, a Intuit. O case foi apresentado por André Macedo, fundador da Zero Paper e hoje Country Manager da Intuit no Brasil.

No palco auxiliar, chamado de “Startup Hack”, o tema Corporate Venture teve ainda mais destaque com três painéis. No primeiro dia, Renato Valente apresentou o programa global de inovação aberta e empreendedorismo  da Telefonica, chamado “Open Future”. O programa tem como objetivo desenvolver os ecossistemas nos países em que a Telefonica atua por meio de iniciativas que impulsionam talentos, aceleram e investem em startups. O mais famoso é o programa de aceleração Wayra, presente desde 2012 no Brasil. Ainda no dia 7/11, Franklin Luzes (CEO do Microsoft Ventures), falou sobre a jornada empreendedora e a busca pela transformação de empreendedores em líderes de negócios. O terceiro painel trouxe o case da Porto Seguro e a criação do seu programa de aceleração, o Oxigênio.

Além dos palcos, o assunto Corporate Venture esteve presente na área de negócios com diversos estandes que abordaram o assunto de diferentes formas. O Grupo Algar além de ter um espaço próprio para falar do seu fundo de investimento (Algar Ventures), lançou em parceria com a ACE o seu programa de aceleração. A ACE, premiada como a melhor aceleradora de startups da América Latina, também mostrou outros dois programas de aceleração com grandes empresas: o Energy Start em parceria com a Enel Brasil e o AgroStart, em conjunto com a Basf. O Bradesco, também com espaço próprio, apresentou a 3ª edição do InovaBra startups, programa de inovação que estabelece parcerias estratégicas entre o banco e startups. Já a Startup Farm trouxe o lançamento do seu programa de aceleração com a Visa, o “ahead Visa”. Para complementar a presença das grandes corporações na CASE 2016, Microsoft, Amazon Web Services, Salesforce e IBM expuseram seus produtos para os empreendedores.

O destaque dado ao Corporate Venture na CASE 2016, confirma que as crescentes e variadas iniciativas de aproximação entre grandes empresas e startups está em amadurecendo e expandindo no Brasil. Atentos a esse movimento, o StartSe, a ACE e o escritório de advocacia Tozzini Freire Advogados criaram em 2015 o Brasil Ventures, um grupo de discussão aberto sobre Corporate Venture no país. Participam do grupo mais de 140 das maiores empresas do Brasil, que se encontram mensalmente para debater as principais demandas do mercado corporativo em relação à aproximação com o ecossistema. No encontro, também são realizados de 2 a 4 pitches de startups para o grupo. A troca de experiências, melhores práticas e as conexões geradas tornam o Brasil Ventures uma das maiores redes de discussão do Corporate Venture no mundo.

Para saber como participar do grupo, se cadastrar para fazer seu pitch e receber mais informações sobre o Brasil Ventures, envie um e-mail para felipe@grupobrasilventures.com.br . Será um prazer discutir o tema Corporate Venture com você!

Felipe Leal

Diretor Executivo | Brasil Ventures

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