Grandes empresas e startups reunidas: esse foi o objetivo do Corporate Class

Avatar

Por Lucas Bicudo

19 de dezembro de 2016 às 12:14 - Atualizado há 4 anos

Vem aí a melhor formação de líderes do Brasil

Logo Liderança Exponencial Aprenda as novas competências fundamentais para desenvolver uma liderança exponencial e desenvolva diferenciais competitivos para se tornar um profissional de destaque no mercado.

100% online, aulas ao vivo e gravadas

Próxima turma: De 14 a 17/Dez, das 19hs às 22hs

Inscreva-se agora
Logo Cyber Monday 2020

Só hoje, nossos melhores Cursos Executivos ou Programas Internacionais com até 50% off

Quero saber mais

Aconteceu na última terça-feira (13), no WTC Events Center, o Corporate Class do StartSe. A ideia do evento era que empresários e executivos entendessem as transformações que estão ocorrendo no mercado e como a inovação – através do ecossistema de startups – tem que ser vista como uma oportunidade e não como uma ameaça.

“O que a gente está promovendo aqui é justamente um boas-vindas ao mundo das startups. Mostrar para as grandes empresas como elas podem se aproximar e ser agentes desse mercado que está se reinventando dia após dia. É muito bom ver isso no Brasil e ter hoje empresas atentas a nova maneira de se fazer negócios, baseada sobretudo em empreendedorismo e inovação”, discursou Mauricio Benvenutti, sócio do StartSe, referência brasileira no Vale do Silício, especialista em inovação e autor do livro Incansáveis, que fala como empreendedores de garagem têm revolucionado o mercado.

Quem esteve presente teve a oportunidade de entender como funcionam os programas de Corporate Venture Capital e Fusões e Aquisições. Sobretudo, lá foi identificado como essas novas empresas se tornam potenciais fornecedores de soluções para os principais problemas enfrentados pelas grandes corporações.

Os motivadores para se conectar

Quais as principais razões para sua empresa se conectar ao ecossistema de startups?

Primeiramente podemos falar sobre cultura empreendedora: acelerar o desenvolvimento de uma cultura interna inovadora, conectada ao dinâmico ecossistema empreendedor externo.

“Como hoje é cada vez mais barato criar coisas novas, vemos um fenômeno inédito: negócios de garagem desafiando grandes impérios. O que as empresas que já se deram conta disso fazem? Ao invés de ficarem trancadas, isoladas, tentando competir com o mundo – faço aqui uma pausa para propor a reflexão: como competir com o mundo se o mundo inteiro hoje é um agente de inovação? – elas se aproximam de onde está quente, de startups, de espaços de aceleração e incubação de novos negócios”, continua Mauricio.

Tem também a resolução de problemas operacionais: identificar soluções para resolver problemas internos e aumentar a eficiência de processos.

A oferta de novos produtos ou serviços, acelerar o desenvolvimento de melhorias para atuais e potenciais clientes. Por fim, novos negócios: identificar, desenvolver e adquirir novas tecnologias ou modelos de negócios para diversificar e conquistar novos mercados.

“Se manter competitivo nunca foi tão complexo. As boas práticas de gestão e governança são importantes, mas não aceleram mudanças disruptivas. Existe um novo ecossistema de inovação que quer tomar o mercado dos incumbentes. Faça parte da startup economy. Dos insurgentes. Esse é o propósito do StartSe. Vamos transformar o mundo com o empreendedorismo”, faz coro o Head de Inovação do StartSe, Cristiano Kruel.

Tendo em vista tudo isso, montamos o dia com convidados que foram encaixados em módulos que exemplificam bem como deve funcionar o processo Corporate Startup Innovation.

Estavam presentes, além do Mauricio e do Kruel: Pedro Englert, líder de investimentos aqui do StartSe, ex-sócio da XP Investimentos e ex-CEO da Infomoney; Felipe Leal, CEO da Brasil Ventures, maior pool de empresas para discussões sobre Corporate Venturing da América Latina; Flávio Pripas, CEO do Cubo Coworking Itaú (temos uma série com as startups residentes); Marcelo Pimenta, diretor do LatAm DataLabs na Serasa Experian; Franklin Luzes, da Microsoft Ventures; Romeo Busarello, Diretor de Marketing da Tecnisa; Pedro Waengertner, CEO da ACE; Carlos Ohde, Diretor de Inovação da Flex; e Carlos Mira, CEO da TruckPad, startup parceira global de inovação da Daimler, dona da Mercedes-Benz.

Primeiramente, para uma empresa se aproximar do mundo das startups, ela precisa se conectar e aprender – entender o mindset, toolset e skillset envolvido, hábitos e comportamento e fazer a primary (gemba) e secondary research (intel).

Depois vem a incorporação da cultura e inovação: mapear o mercado e clientes, governança corporativa, cultura de gestão, inovação corporativa, P&D e Open Innovation, experts e crowdsourcing e o chamado intraempreendedorismo.

Só então elas podem investir em criar startups: isso quer dizer promover startup studios, startup factories, digital labs, hackathons, innovation outposts, innovantion clusters. A Flex, através de diversos cases de sucesso nesse módulo, é mestra nisso. A Serasa também não fica para trás: desenvolve pesquisas e novos serviços nas áreas de inteligência artificial, processamento de linguagem natural e arquitetura big data para gestões de informações corporativas.

Podemos colocar como próximo passo e opção acelerar startups: programas de incubação e aceleração, incentivos e recompensas, insourcing vs outsourcing. Quem bem representou essa etapa foi a ACE, eleita por três vezes consecutivas a Melhor Aceleradora de Startups da América Latina pelo prêmio LatAm Founders. A aceleradora é também responsável pelos programas de inovação de empresas como BASF e Algar Telecom.

Agora estamos no estágio de contratar startups, ou seja, partneership challenges e screening. Essa parte ficou a cargo da Tecnisa, consagrada por cases que antecipam tendências no mercado imobiliário. O pessoal de lá tem um programa que chama Fast Dating, em que a empresa oferece à projetos inovadores 10 minutos para a apresentação de seus produtos ou serviços. Caso a proposta seja aderente com o negócio da companhia, uma nova reunião é agendada para uma possível incorporação.

“A assinatura de marca ‘mais construtora por m²’ é o nosso drive estratégico para que todos os colaboradores da empresa tenham incorporado à sua filosofia de trabalho a disposição para propor ideias e processos inovadores”, comenta Busarello, que lidera o programa de inovação da construtora.

Mais um pouco a frente, depois de conhecer bem esse ecossistema, vem investir e adquirir: o famoso corporate venture capital, VC e M&A. Foi a Microsoft Ventures que falou um pouco sobre o tema. Nesse momento questionamos um dos investidores presentes na plateia sobre a importância do evento:

“Entender o impacto que está acontecendo na economia que eu interajo e nas ferramentas que eu uso para fazer investimentos. Acho super bacana, uma maneira muito acessível de ter insights sobre como as companhias aplicam essas tecnologias, como elas chegam até elas e como as startups estão ajudando a reinventar todo o mercado tecnológico financeiro”, diz Felipe Jaguaribe.

E por fim, é preciso constantemente avaliar e adaptar para fazer um looping e voltar desde o começo do processo. Pronto para mutar, aprender, inovar.

“Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças” – Charles Darwin. Chegou a hora do Darwinismo Digital: adapte-se!

Não deixe de entrar no grupo de discussão do StartSe no Facebook e de inscrever-se na nossa newsletter para receber o melhor de nosso conteúdo!

[php snippet=5]