Conheça o maior evento de investimento para startups do leste europeu

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Por Isabella Câmara

1 de novembro de 2016 às 17:54 - Atualizado há 4 anos

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O Wolves Summit, maior evento de relacionamento e aceleração de startups do leste europeu, se encerrou na última semana e nós vamos contar para vocês, em primeira mão, tudo que aconteceu e como participar das próximas edições. E você ainda vai poder saber mais detalhes sobre a experiência da única startup brasileira participante do evento entre mais de 3.000 aplicantes de todo mundo.

A quarta edição do evento foi realizada em Varsóvia, na Polônia entre os dias 24 e 26 de outubro, e reuniu mais de 2.500 participantes de mais de 50 países, entre investidores, programas de aceleração e algumas da mais promissoras startups de todo o planeta! Dentre os participantes, tivemos ainda diversas empresas e programas de aceleração de relevância e presença global como a Pwc, Cisco, Google, Bayer, Allianz Global, entre muitas outras!

 

O maior objetivo do evento é promover o networking e relacionamento entre empresas e investidores em um ambiente extremamente favorável para o desenvolvimento de negócios! Além da oportunidade de desenvolvimento de networking, o evento ainda proporcionou bastante conteúdo técnico, como o Startup Manual, mais de 10 horas de palestras e workshops para o participantes, e ainda, uma competição de pitch que premiou a startup vencedora com 100.000 Euros.

Para contar mais detalhes de tudo que aconteceu, veja a seguir, a entrevista com os representantes da BR Sports/Genesis Training, João Touma e Juliano Junot:

Como ficaram sabendo do evento e como foi o processo de aplicação?

João Touma: Um dos meus contatos que mora na Alemanha, viu a chamada do evento e imediatamente, por conhecer minhas iniciativas e perfil empreendedor, me encaminhou o material e sugeriu minha participação. O processo de aplicação começa com um cadastro básico pelo site, passa por uma aplicação mais profunda na qual é preciso detalhar as principais características do negócio e também apresentar o CV dos envolvidos. Em seguida, os aprovados nesta primeiras etapas, realizam um PITCH pela internet para representantes do evento que selecionam as melhores Startups para etapa presencial.

O que mais lhe surpreendeu durante o evento?

João Touma: A qualidade e a assertividade dos contatos realizados. Tivemos diversas reuniões com investidores / startups / programas de aceleração e posso dizer com segurança que cerca de 95% dos contatos realizados foram muito aderentes às nossas expectativas. Destaco que grande parte do sucesso se deve a ferramenta disponibilizada pela organização (Match Making Tool) que permitiu conhecer melhor os potenciais parceiros e agendar previamente as reuniões, baseadas no interesse mútuo. Estamos retornando ao país com a certeza da missão cumprida e uma série de negociações em andamento tanto com investidores quanto com programas de aceleração e potenciais parceiros de negócio.

Qual o motivo da sua Startup ter procurado um evento de relacionamento e networking fora do Brasil.

João Touma: A participação neste e em outros eventos faz parte da nossa estratégia de expansão internacional. Já estávamos em negociações avançadas com parceiros de negócio dos Estados Unidos e também da China, porém com baixa penetração no mercado Europeu. Neste sentido, o evento foi muito importante, após o evento, já estabelecemos negociações com potenciais parceiros e aceleradoras de mais de 7 países diferentes do continente europeu, aumentando significativamente nossas chances de expandir nosso negócio.

João Touma apresen

Quais são suas recomendações para uma Startup interessada em participar das próximas edições desse evento?

João Touma: Eu recomendaria realizar um sólido trabalho prévio com todos os materiais disponibilizados e também estruturar seus objetivos primários e secundários, bem como uma estratégia para abordagem de potenciais parceiros, investidores e programas de aceleração, pois o evento é muito dinâmico e intenso, sem a clara definição dos objetivos é muito fácil perder o foco e assim reduzir o impacto da sua participação. Além disso, trabalhar com o máximo possível de mídias de apoio, durante o evento, fizemos uso de centenas de cartões de visita, folders, apresentação em formato impresso e eletrônico, tablets, notebooks e tudo mais que estava ao nosso alcance. Sem dúvida, uma decisão muito acertada.

Qual seria o maior entrave para a participação de uma Startup brasileira nesse evento. Podemos dizer que seria o disputado processo seletivo?

Juliano Junot: Não acredito. Durante o evento, tivemos a oportunidade de acompanhar o Pitch de diversas empresas de todas as partes do mundo, posso afirmar com segurança que as Startups brasileiras podem competir em patamar de igualdade com empresas que participaram do evento. Todavia, a língua, sem dúvida, se apresenta como uma barreira, apesar de ser realizado na Polônia, toda a comunicação do evento ocorre em inglês, desde o processo de seleção até a efetiva negociação após o evento, passando pelo Pitch, Palestras e materiais disponibilizados, assim, caso os representantes não possuam fluência na língua inglesa, sem dúvida, encontrarão grande dificuldade em todas as etapas do processo. Não há qualquer tipo de tradução para o português ou qualquer outra língua em nenhuma das etapas. Um outro ponto relevante é ter a certeza de que seu negócio possui potencial para desenvolvimento fora do país e, a partir daí, formatar uma proposta para investidores interessados em realizar investimento no continente Europeu. Vejo muito pouco potencial para captação de recursos a serem investidos em negócios que possuem impacto apenas na região da América Latina, por questões de alinhamento e objetivo.

Então a língua foi uma barreira a ser vencida pela BR Sports / Genesis Training?

Juliano Junot: Sem dúvida, a negociação em inglês, a apresentação do pitch, bem como a participação nas demais etapas, requerem um conhecimento avançado e fluente da língua, mas tanto eu quanto o João Touma, possuímos um histórico de formação em universidades norte americanas, o que facilitou muito o processo para a nossa empresa. Apesar do que, houveram representantes da nossa empresa que optaram por não participar do evento, justamente pela falta de fluência na língua.

Como uma Startup brasileira pode participar das próximas edições do evento?

Juliano Junot: O processo seletivo das Startups é muito disputado, porém, reitero que pelo belo trabalho realizado por diversas Startups no Brasil, muitas das iniciativas brasileiras podem ser selecionadas para participação no evento. É importante realizar uma sólida formatação do negócio, pois o processo de seleção se baseia no modelo de negócios apresentado. Para participar, os representantes devem ficar atentos ao prazo para de inscrição que é anunciado pelo website do evento, meses antes da data de sua realização e seguir as etapas previstas que se iniciam com o envio de um formulário com dados básicos do negócio e na sua última etapa contempla a realização de um Pitch remoto (pela internet) para os realizadores do evento.

A próxima edição já foi confirmada! Fiquem ligados, pois assim que o prazo de inscrições e maiores detalhes do próximo Wolves Summit for anunciado, a gente vem contar cada detalhe aqui para vocês! Até lá, é importante manter o foco no desenvolvimento e modelagem do seu negócio e também dar aquela reforçada no inglês, pois quem sabe você é o próximo selecionado para apresentar seu negócio para investidores no maior evento do Leste Europeu?