Conheça as vencedoras do Desafio Natura Amazônia

As startups selecionadas se destacaram entre 140 negócios avaliados e receberão mentorias exclusivas da Artemisia

Avatar

Por Lucas Bicudo

7 de dezembro de 2016 às 15:46 - Atualizado há 3 anos

Os empreendimentos Asproc, Arcafar, Da Tribu e MEU são os vencedores do “Desafio Natura Amazônia: Negócios para Floresta em Pé”. O programa de pré-aceleração, realizado pela Natura e pela Artemisia, foi criado com o objetivo de apoiar empreendedores com soluções de impacto socioambiental com foco na região amazônica.

As startups selecionadas se destacaram entre 140 negócios avaliados e receberão mentorias exclusivas da Artemisia.

“Apoiar o empreendedorismo para criar soluções inovadoras e investir em conhecimento para fazer com que o patrimônio natural da Amazônia se transforme em um patrimônio social para os habitantes locais é absolutamente crítico”, afirma Guilherme Leal, sócio-fundador da Natura e um dos participantes da banca de avaliação das startups, formada por mentores do programa e especialistas convidados.

O programa se baseou nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Organizações das Nações Unidas (ONU), para reconhecer startups com atuação em temas relacionados a biodiversidade, economia de floresta em pé, educação, infraestrutura e bem-estar.

“Os negócios participantes vieram de diversos lugares do Brasil, oferecendo soluções com muita sinergia ao contexto da Amazônia. Para alguns, a experiência em uma comunidade ribeirinha foi inédita, o que possibilitou a troca de experiência com moradores e produtores da região para um entendimento mais profundo da economia local. O acesso a ferramentas e conteúdos sobre negócios, oferecido pela Artemisia, permitiu o desenvolvimento de um olhar crítico dos empreendedores sobre suas soluções para uma rápida evolução. Todos se mostraram altamente direcionados à geração de impacto socioambiental na região e um forte sentimento de colaboração entre os participantes se fortaleceu ao longo da imersão”, faz coro Paula Sato, gerente de Projetos da Artemisia, que acompanhou todo o processo de formação ao longo dos cinco dias.

Os empreendedores das quatro soluções vencedoras e de outros 13 empreendimentos selecionados pelo programa passaram por uma imersão de alto impacto durante cinco dias na Amazônia, com vivências, capacitações e uma visita a uma comunidade agroextrativista no Pará.

“Nós tivemos a possibilidade de conhecer outros empreendimentos que também têm dificuldades, mas continuam expandindo, sem deixar de cuidar da floresta”, afirma Tainah Fagundes, fundadora da Da Tribu, que oferece oportunidade de capacitação e emprego para mulheres de baixa renda, por meio da moda sustentável e da tecnologia da floresta.

Para Clarissa Melo, idealizadora do MEU (originalmente chamado de Movimento de Empreendedorismo Universitário), a experiência proporcionou crescimento pessoal, além de profissional. “Nós temos a pretensão de resolver problemas e, quando você realmente tem a oportunidade de visitar as comunidades e conhecer pessoas, a experiência fica mais intensa”, afirma. A startup possui uma metodologia que conecta o conhecimento das universidades a pequenos empreendedores e suas necessidades. O negócio, com atuação em Manaus, pretende alcançar outras cidades do interior do Amazonas.

Outra vencedora do desafio, a Asproc (Associação dos Produtores Rurais de Carauari) busca potencializar a cadeia produtiva do pirarucu em comunidades ribeirinhas na região do Médio Juruá. “A ideia é aprimorar a tecnologia para desenvolver novos produtos e atingir outros mercados. Já que a Natura trabalha com cadeias produtivas na Amazônia, enxergamos nesse programa a possibilidade de nos proporcionar novas informações e experiências”, explica o colaborador do projeto, Adevaldo Dias.

Também contemplada, a Arcafar (Associação Regional das Casas Familiares Rurais do Pará) oferece curso técnico de agroindústria a jovens de diversas regiões do estado. As casas familiares rurais oferecem uma formação integral, adequada à realidade local, com o objetivo de qualificar esses jovens e oferecer alternativas de renda e de trabalho, para assim permanecerem na região e a beneficiarem, por meio de uma agricultura sustentável, que não agrida o meio ambiente.

Não deixe de entrar no grupo de discussão do StartSe no Facebook e de inscrever-se na nossa newsletter para receber o melhor de nosso conteúdo!

[php snippet=5]