Conheça as fintechs que tornam o empréstimo mais barato

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Por Mariana Rodrigues

10 de julho de 2017 às 19:49 - Atualizado há 3 anos

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As altíssimas taxas de juros no Brasil são um problema que diversas startups estão ajudando a resolver.

Por exemplo, o empréstimo pessoal consignado da Caixa, que desconta direto na conta de pagamentos, cobra em média 3% de juros ao mês. Enquanto isso, a fintech Creditas, de empréstimo com garantia, consegue entregar um empréstimo com taxa de juros em 1,15% ao mês mais inflação, de acordo com o CEO Sergio Furio.

Ainda segundo Furio, existe uma grande margem de crescimento para o segmento de empréstimo crescer no país.

O segmento chama a atenção dos investidores, tanto que a Creditas já recebeu mais de R$ 90 milhões em aportes. A Bom pra Crédito, que possui 1,5 milhões de clientes, recebeu um aporte de R$ 6 milhões em junho e, com isso, pretende dobrar sua base.

 

Margem para crescimento

Os maiores bancos ainda são, juntos, a principal fonte de empréstimos no Brasil. Os grandes bancos de varejo concentravam, em dezembro de 2016, 83% de todos os empréstimos ao consumidor. Juntos, eles respondiam por 79% nos empréstimos consignados e 98% das hipotecas, de acordo com levantamento do banco Goldman Sachs.

Em 2017, temos 33 fintechs competindo na área de crédito, segundo o Radar FintechLab.

Veja abaixo algumas das principais fintechs de empréstimo para pessoa física. Juntas, elas já emprestaram mais de R$ 260 milhões.

 

Lendico Mais de 6,5 mil usuários em 2016 no Brasil. Já emprestou mais de R$ 90 milhões.
Valor investido para iniciar a operação no Brasil: aporte R$ 25 milhões do Banco BMG em 2015
Geru Taxas de juros variam entre 2 e 5% ao mês.
Creditas Oferece empréstimos com garantia.

Já recebeu mais de R$ 90 milhões em investimentos.

Simplic Braço do Grupo Enova para empréstimos no Brasil. Não atendeu solicitação da reportagem por mais informações.
EasyCrédito Marketplace que reúne oportunidades de crédito oferecidas por parceiros como Simplic, Geru e Lendico.
Bom pra Crédito Marketplace de empréstimo com mais de 1,5 milhões de clientes e R$ 70 milhões em empréstimos.

Recebeu aporte de R$ 6 milhões de um dos fundos da Astella Investimentos em junho

 

Como elas conseguem juros menores

A taxa de juros menor das fintechs é conseguida por elas serem basicamente empresas de tecnologia.

As ferramentas desenvolvidas pelas startups possibilitam prever de forma mais precisa o comportamento do consumidor, reduzindo o risco de inadimplência, além de prevenir fraudes.

“A avaliação [de crédito] é um dos diferenciais da Geru, com modelos de crédito proprietários que permitem uma visão completa com várias fontes de dados”, explicou o CEO e fundador da Geru, Sandro Reiss. Nesse modelo, um banco parceiro atua na formalização do negócio, por exigência regulatória.

Com essas ferramentas foi aberto um novo caminho no mercado de crédito no Brasil, ligando bons pagadores a empresas financeiras interessadas em oferecer o crédito com menores juros devido ao risco mais baixo.

As fintechs que começaram a operar há alguns anos, como a Creditas, em 2012, a Bom pra Credito, em 2013, e a Geru, em 2015, desbravaram um campo inexplorado. “Quando começamos a operar não sabíamos como o Banco Central iria interpretar a operação que lançamos”, contou Sandro Reiss.

Hoje o modelo é bem aceito  pelo órgão regulador. “O BC está fazendo o seu papel, deixando os negócios se desenvolverem e acompanhando para regular na hora certa”.

Saiba como fazer parte desse ecossistema

Para fazer parte do ecossistema global de fintechs, você pode cadastrar sua startup na MEDICI e na StartSe Base.

A MEDICI é uma base de dados que conta hoje com 7.000 empresas de todo o mundo. Ela pertence à Let’s Talk Payments (LTP), empresa global de conteúdo e pesquisas sobre fintechs.

A StartSe Base é a maior base de dados de startups do Brasil, com mais de 5.000 empresas cadastradas.

Sobre a Let’s Talk Payments (LTP)

LTP é a principal plataforma de conteúdo e pesquisas sobre fintechs no mundo. Mais de 400 instituições financeiras e 90 programas de inovação recorrem à LTP para obter informações sobre as empresas que estão disruptindo o setor financeiro.

Mariana Rodrigues é colaboradora regular da LTP, focada no mercado de fintechs do Brasil. Ela é COO da SGC Conteúdo. Para acompanhar o conteúdo produzido pela LTP no Brasil e no mundo, cadastre-se na newsletter.

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