Conheça a Arena, a maior plataforma em tempo real para eventos

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Por Isabella Marques

13 de março de 2018 às 18:10 - Atualizado há 3 anos

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Semana passada tive o enorme prazer de conversar com Paulo Martins e Rodrigo Reis, fundadores da Arena, uma plataforma para sites de notícias e esportes cobrirem eventos em tempo real. Formados juntos em ciências da computação em Uberlândia, no interior de Minas Gerais, Paulo e Rodrigo já eram amigos da faculdade antes de criarem sua startup juntos.

Durante um período de tempo que despendeu nos EUA em 2008 trabalhando na NASA como engenheiro de software, Paulo se intrigou com a quantidade de pessoas que saiam de uma grande empresa estabelecida como a sua e seguiam seu espirito empreendedor em então startups como a Google. Foi a primeira semente do empreendedorismo sendo plantada.

Em decorrência da crise de 2008 e a instável economia Paulo passou uma temporada de dois anos trabalhando na Ubisoft, de onde voltou para os EUA em 2011. Morando dessa vez em Los Angeles, na Califórnia ele começou a trabalhar na Hulu, a maior concorrente da Netflix. Durante 3 anos atuando na área de produto e vendas ele desenvolveu sua própria ideia de startup e resolveu procurar um sócio pra dividir esse sonho com ele.

Imediatamente pensou em Rodrigo, seu estimado colega de faculdade que também buscava pivotar sua carreira. Apaixonado pela Califórnia e a ideia de empreender, Rodrigo mudou pra São Francisco 6 meses depois para trabalhar no Walmart. Com os dois sócios habitando em solo americano logo começaram a trabalhar na startup durante as madrugadas e fins de semana, pois ainda mantinham os empregos formais durante o dia.

Mestre em programação Rodrigo começou a desenvolver uma tecnologia de inteligência artificial que agrega conteúdo das redes sociais e publica para empresas de mídia sob demanda, em tempo real!

Depois de muito alterar seu negócio a Arena, que nasceu inicialmente intitulada Stationfy, se reinventou à partir de uma necessidade pessoal que eles sentiram durante a Copa do Mundo de 2014. Queriam ver os gols da Copa em tempo real, então criaram um MVP simples com apenas um endereço online e os vídeos disponíveis em tempo real. Conquistando 50 mil acessos no primeiro mês, os sócios conseguiram validar sua ideia!

Os próximos anos foram dedicados a procurar investimento. Entre eventos, reuniões, pitches e viagens a Arena recebeu mais de 200 “nãos de investidores. Foram dois anos árduos e cheios de persistência, mas que ao invés de provocar frustração, deram mais gás pra operação.

À partir de 2016 Rodrigo deixou seu emprego no Walmart e ficou dedicado tempo integral à startup. Nessa fase o site da Arena já contava com 400 mil acessos/mês, e foi isso que mudou o discurso dos sócios frente aos investidores.

Vendo o ecossistemas de startups como uma disputa competitiva, Paulo afirmou que é muito importante aprender a se posicionar bem, e que quando não se tem reputação de longa data o melhor jeito de transmitir credibilidade e ganhar confiança é mostrar resultados tangíveis – métricas. Foi assim que eles mudaram a abordagem aos investidores, agora com uma grande plataforma de usuários ativos eles mostravam o próprio Google Analytics e deixava as métricas falarem por si só.

O primeiro sim veio da Techstars, uma das aceleradoras mais prestigiadas nos Estados Unidos. Foi através dela que eles otimizaram sua plataforma e levantaram o capital necessário. Depois da Techstars, executivos de mídia e a Redpoint eVentures, uma das mais conceituadas Venture Capitals do Vale, também entraram com investimento.

Com a missão de criar uma empresa global, a Arena (que conta com apenas 10 colaboradores e está a apenas 1 ao e meio no mercado) já está presente em 54 países e disponível em 18 línguas.  São mais de 20 milhões de usuários mensais e 1,5 mil clientes corporativos na área de mídia e esportes – isso tudo conquistado de forma orgânica, com zero investimento em Marketing.

Impactando a vida de milhões de pessoas o sonho grande da Arena é ser o destino principal na busca de eventos ao vivo. E com um crescimento de 20% ao mês Paulo e Rodrigo trabalham aqui no Vale no ritmo frenético e estão muito otimistas com as oportunidades a serem exploradas no futuro próximos