Conheça a AgroPocket: fortalecendo a grande vocação do Brasil

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Por Lucas Bicudo

13 de março de 2017 às 10:16 - Atualizado há 4 anos

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Rogério Vasconcelos é Engenheiro Agrônomo pela Universidade de Uberlândia, passou por grandes empresas como Cargill, BASF, JBS e hoje está à frente do AgroPocket. Trata-se de um aplicativo de apoio e suporte para o produtor e profissional rural, desenvolvido pela Bonaclass S.A, de Montevideo, Uruguai.

Conversamos com o executivo sobre o mercado de AgTechs, sobre sua nova plataforma e os desafios que o levaram a empreender. Comecemos pelo primeiro. Como um engenheiro agrônomo enxerga a tecnologia no setor?

“O agronegócio em si já é uma modalidade que emprega bastante tecnologia, em distintas áreas, como a química industrial e a tecnologia da informação. Hoje vemos coisas interessantes na parte climática, de gestão, de consolidar dados de propriedades rurais. Então tem algumas linhas interessantes de trabalho de softwares para a agricultura”, começa Rogério.

E como o Brasil está nesse quesito?

“Bom, o Brasil de forma geral é o celeiro do mundo, quando falamos de agronegócio. Temos práticas que são replicadas no resto do globo, então nada mais correto que desenvolver um aplicativo para o segmento com essa dimensão”.

O que nos leva para a próxima pergunta. De onde surgiu a ideia de empreender, qual foi a lacuna observada?

“Enxerguei uma certa deficiência nas emergentes AgTechs. Embora seja um setor que já emprega tecnologia, tudo que eu busquei, que tem no mercado, tem ligação com uma determinada empresa, é um aplicativo sugestivo, que fala especificamente sobre o produto dessa empresa. O que não é ligado a essa tendência, tem uma baixa qualidade – técnica ou do desenvolvimento da aplicação. Isso fez com que tomássemos a decisão de cair nesse mundo das startups, que ainda é novo no setor Agro”, observa.

Rogério explica que o AgroPocket possui quatro etapas de implementação. A primeira já esta implementada – a expectativa é que as outras três saiam até o ano que vem. Vejamos como funciona.

A primeira etapa traz uma calculadora para trabalhar com a calagem e adubação.

“Essa parte foi desenvolvida pelo Dr. Gustavo Santos, um especialista em fertilidade de solo e nutrição de plantas. Pois bem, oferecemos uma interpretação da análise do solo. O produtor vai lá, retira uma amostra, leva a um laboratório e isso gera uma análise para ele, com teor de cálcio, teor de potássio, teor de alumínio, argila e outras informações. Com elas, ele vai informar que cultura ele deseja cultivar, seja ela algodão, café, cana, soja, e com isso, essa calculadora devolve para ele uma sugestão de calagem e adubação, além de trazer uma interpretação detalhada da análise. Pode ser utilizado por uma pessoa que quer fazer uma conta rápida, que está no meio acadêmico”.

Você já pode aplicar essas funções através do aplicativo, disponível para Android e em breve para iOS. Sobre o futuro, Rogério explica a visão das outras etapas:

A segunda é sobre defensivos agrícolas. O empreendedor continua:

“Trata-se de um compendio muito intuitivo, aonde você pode buscar a informação de uma maneira muito ágil. Por exemplo, eu tenho uma área onde há um problema com um determinado inseto. Através de um banco de imagens identificamos a infestação e o aplicativo vai trazer uma lista de todos os produtos que tem registro no mercado para controlar esta praga. Vamos agregar a bula do produto e outras informações”, explica.

A terceira função do app é de precificação de commodity.

“O produtor vai ter acesso as cotações de soja, milho, algodão, da Bolsa de Chicago, Bolsa de Nova York. Agregado a isso, teremos uma calculadora aonde ele pode trazer o preço para sua realidade. Reais por sacas de soja, por exemplo, na praça Primavera do Leste, no Mato Grosso, aonde vai levar em conta frete, prêmio porto, câmbio futuro e custos”.

Por fim:

“A quarta etapa será a Rede Agro. Nada mais é do que um cadastro dos profissionais de agricultura. A plataforma buscará quem está próximo a você, o que eles fazem e seu contato. É uma oportunidade de aumentar a interação entre os profissionais da agricultura”, finaliza.

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