Conheça (e prepare-se) para essas 6 tecnologias que impactarão em 2018

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

30 de janeiro de 2018 às 11:11 - Atualizado há 3 anos

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Hoje, está acontecendo o 2018 – A Revolução da Nova Economia, uma conferência da StartSe na qual são discutidas as principais tecnologias que impactarão nesse ano e que serão desenvolvidas a longo prazo. Cristiano Kruel, Head de Inovação da StartSe, apresentou seis tecnologias que devemos ficar de olho em 2018.

“A tecnologia causa disrupções – ou seja, torna algo anterior quase obsoleto”, afirmou antes de apresentar as principais apostas para esse ano. São essas:

Realidade Aumentada (e misturada)

O Pokémon Go foi responsável por popularizar essa tecnologia, tornando-a disponível em milhões de celulares em todo o mundo. A realidade aumentada possui o potencial de nos fazer colaborar e interagir socialmente com uma realidade virtual – é o caso do Facebook Social VR, anunciado em 2016 pelo Facebook.

No Facebook Social VR, o usuário coloca um óculos e consegue ver avatares de seus amigos na vida real, e interagir com cada avatar. Esse é o início do que é chamado “realidade misturada”, no qual a realidade aumentada, além de interagir com o mundo real, se adequa a ele. A imagem além de ser projetada na vida real, posiciona-se atrás de cadeiras, mesas, como se realmente estivesse de forma presente ali.

Kruel ainda citou uma frase de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook: “Realidade Virtual é a grande plataforma de computação que virá depois do mobile”.

Impressão 3D

A primeira impressora 3D foi idealizada na década de 80, por Chuck Hull. Kruel afirmou que a tecnologia começou a evoluir depois de alguns anos, quando as primeiras patentes começaram a vencer. Hoje, existem impressoras capazes de imprimir células vivas, que imitam osso, tumores e mudam muito como a pesquisa é feita por médicos. É o caso da Allevi, por exemplo, que permite a impressão de tecidos vivos.

A impressão 3D já possibilita até a impressão de chifres de animais, o que acaba com a indústria que mata animais por esses materiais (chifre, marfim dos elefantes, etc). A startup que realiza esse trabalho atualmente é a Pembient.

E a Carbon 3D é uma impressora em larga escala de plástico, o que permite que serviços de manufatura sejam feitos mais rapidamente e de forma mais assertiva.

Robótica

Hoje, os robôs estão presentes em nossas vidas através dos chatbots e smart speakers. Kruel citou o case da Tesla, no qual os carros são fabricados por máquinas, ao invés de pessoas. “A Tesla atrasou a entrega dos carros porque está construindo a máquina que construirá outras máquinas”.

A robótica permite até que a maneira no qual fabricamos as coisas seja mudada, e o atendimento das vendas também. É o caso dos chatbots, no qual empresas colocam avatares que atendem pessoas. “A grande batalha de 2018 será entre o Amazon Echo e o Google Home”, afirmou.

IOT – internet das coisas

“A internet das coisas é a rede de dispositivos capaz de pegar dados do mundo real e colocá-los no mundo virtual”, comentou Kruel. Ele ainda afirmou que esses devices estão crescendo brutalmente, o que gera matéria bruta em forma de dados. Para o Head de Inovação da StartSe, o grande desafio do IOT é a segurança.

“Dados são o novo petróleo, mas no recurso não-natural. O presidente da varejista Alibaba citou que quem vencerá no mundo é quem possui mais dados”, afirmou.

Hoje, a internet das coisas está presente até nos lugares mais inusitados, como na escova de dentes ou privadas. A Colgate lançou uma escola de dentes inteligente que ajuda o usuário a escovar os dentes de forma correta, e a internet das coisas pode tornar possível que a Alexa dê a descarga por você, depois de feito o comando por voz.

A internet das coisas está presente até mesmo na realização de inventário em armazéns, no qual a EyeSee traz um drone que planeja, executa e mapeia os produtos – e inclusive desvia de outras máquinas para evitar colisões.

Blockchain

“Se eu fosse criança de novo, eu estudaria duas coisas: blockchain e machine learning”, comentou Kruel. Para ele, é difícil de falar de blockchain sem falar de bitcoin, e o blockchain é a plataforma responsável para trazer uma economia descentralizada. Além disso, a plataforma ainda permite que duas pessoas que não confiam na outra fazerem uma transação, pois todos os dados ficam registrados em um livro-aberto e criptografado disponível em todo o mundo.

“Em países pouco desenvolvidos, o direito à propriedade é um problema, uma das coisas mais difíceis de lidar. E se tivesse uma maneira de replicar e todos terem a chance de saber quem é o dono do imóvel?” A solução já existe e chama Ubitquity, uma plataforma de propriedade para imóveis, registradas através do blockchain.

Também no blockchain existe a Bitnation, a primeira carteira de identidade mundial – o fato dos dados serem centralizados tornam-os disponíveis a qualquer hora, em qualquer lugar do mundo.

Inteligência Artificial

“A inteligência artificial e machine learning se tornarão uso primário para muitas pessoas e estarão profundamente integradas às nossas vidas”, disse Steven Choi, Head de carros autônomos do Uber.

Kruel citou o quanto a inteligência artificial está presente nas aplicações em carros autônomos, já que a tecnologia torna possível o processamento e o cálculo da distância entre automóveis.

E a revolução chega até no agronegócio: a Blue River é uma startup que utiliza a inteligência artificial para fazer o reconhecimento de plantas, jogando spray de fertilizantes apenas nelas e não em toda a terra.

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