Como o Vale ajudou um advogado e uma médica a inovar em suas profissões

Avatar

Por Isabella Câmara

5 de Maio de 2018 às 17:25 - Atualizado há 2 anos

Logo ReStartSe

GRATUITO, 100% ONLINE E AO VIVO

Inscreva-se para o Maior Programa de Capacitação GRATUITO para empresários, gestores, empreendedores e profissionais que desejam reduzir os impactos da Crise em 2020

O Vale do Silício é o maior polo de inovação do mundo. Além de ser lar das empresas mais disruptivas, como Facebook, Apple e Google, a região conta com a presença de duas das mais renomadas universidades do mundo: a Universidade de Stanford e a UC Berkeley. Mas a região não é sinônimo de inovação só pelas empresas e universidades, mas também pela mentalidade dos moradores.

O mindset do Vale do Silício é uma das características mais marcantes da região. Quem vive por lá combina, em seu dia a dia, a prática constante da colaboração, a ideia de que errar faz parte e estimula o aprendizado e a mente aberta para aceitar inovações e tecnologias disruptivas.

Rodrigo Campos Vieira e Alessandra Morelle tiveram a oportunidade de visitar a região mais inovadora do mundo na Learning Experience e Missão da StartSe. Os alumnis – como chamamos as pessoas que já participaram de algum programa de imersão conosco – contaram a sua experiência em um painel no Silicon Valley Conference mediado pelos sócios Maurício Benvenutti e Felipe Lamounier.

Um escritório de advocacia diferente

Antes de ir para o Vale do Silício, Rodrigo se incomodava com o surgimento de startups. O motivo era simples: medo do desconhecimento. “Eu ficava incomodado porque eu não sabia como me aproximar desse mercado por causa da disrupção e da cultura inovadora”, conta.

O primeiro contato de Rodrigo, sócio do escritório de advocacia TozziniFreire, com ideias disruptivas foi no Vale do Silício. “Depois de ir para o Vale com a StartSe, eu lembro que comecei a ver pessoas de várias nacionalidades interagindo e trocando ideias sobre seus negócios. Lá foi o primeiro contato que tive com propósito, colaboração, networking, interação e, principalmente, com a ideia de mudar o mundo”, diz o advogado.

Quando voltou para o Brasil, Rodrigo sabia que precisaria aplicar o que aprendeu no Vale para conseguir atender bem seus clientes. “Hoje, além de ter crescido o número de startups, a disponibilidade de capital aumentou e a associação de grandes empresas e startups também cresceu muito. Nos preocupávamos muito em como atender essa nova demanda, mas também em como poderíamos ser o escritório ideal para os advogados millennials”, conta.

Após ir para o Vale, Rodrigo implantou diversas iniciativas no escritório TozziniFreire, em São Paulo. “Agora temos meetups periódicos, que ajudam na geração de novas ideias; salas que estimulam os advogados a se reunirem e trocarem ideias; eventos de empreendedorismo; smarttalks; e até workshops que discutem o papel do direito frente as novas tecnologias”.

Aplicativo acompanha a rotina de pacientes com câncer

Alessandra Morelle tinha um problema: a médica não conseguia acompanhar seus pacientes com câncer no dia a dia. “Foi então que surgiu a ideia de desenvolver um aplicativo. Eu gostava de tecnologia, mas não tinha a mínima ideia sobre como fazer isso”, conta a médica. Alessandra viu, na Missão da StartSe, a oportunidade de desenvolver sua ideia em uma das regiões mais inovadoras do mundo.

Quando chegou no Vale do Silício, Alessandra estranhou a forma como as coisas eram feitas. “Eu para lá com a minha ideia trancada a sete chaves, com medo de ser copiada. Mas percebi que lá quanto mais você compartilha a ideia mais você tem insights para aprimorar seu projeto”, conta.

Atualmente, a médica desenvolveu o Tummi –  um aplicativo que ajuda os médicos a monitorarem a rotina de seus pacientes com câncer. “A ideia é perceber o quanto o paciente se sente bem ou mal com o tratamento. Além disso, o Tummi busca mostrar que o paciente não está sozinha e que médico está sempre do outro lado para ajuda-lo com isso”, conta.

Com o Tummi, os usuários podem acessar seus dados diários, agenda de consultas, monitoramento de interações medicamentosas, lembretes, parefeitos e até mesmo o seu histórico diário. “O paciente que usa o Tummi já chega informado sobre ele mesmo. Isso transforma o perfil autoritário do médico para um que compartilha decisões. Desse jeito, eles decidem junto com a gente”.

[php snippet=5]