Como escolher uma startup para investir

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Por João Kepler Braga

9 de Maio de 2016 às 11:59 - Atualizado há 4 anos

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Antes de investir em uma startup, é preciso fazer um esforço de seleção de boas oportunidades de investimento. Mas como ser assertivo em um mercado onde se investe em empresas que, normalmente, ainda são imaturas?

Escrevi esses 6 pontos que acredito ser os mais críticos na hora de selecionar uma startup e que você deveria considerar, para ter mais segurança na hora de investir o seu dinheiro.

1. Invista no que você já conhece

Antes de atuar como investidor-anjo, fui empreendedor da área de varejo. Por isso, costumo investir em negócios desse setor, por conhecer melhor o mercado. Não há como fugir do risco quando você é um investidor. No entanto, quando você trabalha com o que sabe, a probabilidade de que algo ruim ocorra é minimizada.

2. Aposte no presente, não no futuro

Há uma frase dita com bastante frequência no mundo das empresas de tecnologia. “Todo mundo fala que as startups anteveem problemas do futuro e propõem soluções para eles”. Pode até ser que a frase faça sentido, mas os investidores têm de pensar de uma maneira diferente. Os melhores negócios para investir são os que resolvem problemas do presente. Quando vemos uma empresa lutando contra algo que prejudica a nossa vida nesse momento, é mais fácil confiar que a ideia vai dar certo.

3. O empreendedor também é importante

A imagem do empreendedor também é importantíssima. Já aconteceu de eu olhar para uma ideia e não gostar muito, mas apoiar as pessoas por trás do negócio. Qualidades como comprometimento e resiliência sempre devem ser avaliadas na iminência de um aporte. Os melhores empreendedores são aqueles que matam um leão por dia.

4. Procure quem já quebrou

Apesar da falha ainda ser considerada como algo ruim no Brasil, já começamos a ver um movimento de valorização do erro. Gosto de fazer negócios com quem já faliu. A chance de o empreendedor cometer o mesmo erro de novo é muito pequena.

5. O pitch foi incrível. Ok, mas vá com calma

Saber vender é essencial para um negócio. Mas tem gente que vende tão bem que pode iludir um investidor menos experiente. Não feche um investimento após uma apresentação de três minutos. Você precisa saber mais sobre a empresa. Investir é como casamento: as coisas acontecem bem devagar até o momento de definição.

6. Não é só grana

O investidor também precisa lembrar que o dinheiro, provavelmente, é só mais um dos apoios ao empreendedor. Normalmente, o anjo tem experiência no mundo corporativo e pode ser o conselheiro dos donos do projeto. Não somos só patrocinadores. Temos que ser “ombros amigos” para eles.