CEO que aumentou preço de remédio em 5.000% havia sido demitido por coisa pior

Da Redação

Por Da Redação

23 de setembro de 2015 às 16:05 - Atualizado há 5 anos

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SÃO PAULO – “O dinheiro vai ser empregado para novas pesquisas e quem precisa do remédio e não tem condições vai continuar o recebendo de graça”, foi assim que Martin Shkreli, CEO da startup de biotech Turing Pharmaceuticals, justificou o aumento de 5.000% de um remédio que sua empresa havia comprado os direitos, que pulou de US$ 13,50 para US$ 750. 

Pode até ser verdade, mas praticamente um ano atrás, ele havia feito algo similar e potencialmente muito pior – e acabou sendo demitido por isto, mostra o Business Insider. Em 2014, quando ele era CEO da Retrophin, Shkreli resolveu aumentar em 2.000% o preço de um remédio chamado Thiola, que a empresa tinha comprado os direitos, que pulou de US$ 1,50 para US$ 30. 

Só que embora o aumento tenha sido proporcionalmente menor, ele foi muito mais cruel. O Thiola trata a cistinuria, que é uma doença que faz os aminoácidos formarem pedras no rim e na uretra – uma doença que não tem cura. O Thiola era usado para tratar os efeitos e os usuários tinham que tomar várias pílulas por dia – a dose inicial é de 8 pílulas de 100 miligramas cada. 

Ou seja, quem gastava US$ 12 por dia, um preço já abusivo, para tomar o remédio, passou a gastar US$ 240 – proibitivo para 99% das pessoas da terra. Na época, alguns blogs especializados chegaram a falar que este foi o pior aumento da história – principalmente pelo fato de que a Retrophin não pesquisou nada com o dinheiro. Apenas o gastou. 

Só que poucas semanas depois da alta, a Retrophin decidiu demitir o Shkreli, que comentou no twitter que iria fundar uma nova empresa. Não muito tempo depois, ele acabou repetindo a mesma história com a Turing Pharmaceuticals – movimento que o transformou no novo inimigo número 1 da internet.