Cartões devem morrer em um futuro próximo, diz executivo de plataforma de pagamentos

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Por Paula Zogbi

7 de dezembro de 2015 às 14:56 - Atualizado há 5 anos

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No dia 27 de novembro de 2015, ocorreu a Black Friday, data em que as vendas eletrônicas cresceram 38% com relação ao ano anterior, segundo dados do Buscapé.

Para Jean Mies, Vice-Presidente Sênior para a América Latina da holandesa de soluções tecnológicas Adyen, isso é um sinal de que o brasileiro está cada vez mais disposto a abraçar novos métodos de compras – e, por consequência, os serviços que a Adyen oferece.

“No momento, somos a única empresa que conseguiu integrar tudo o que integramos. Ninguém hoje oferece todos os universos que oferecemos, nossa multicanalidade e nossos mais de 250 meios de pagamento”, garante Jean. De acordo com ele, a companhia integra todas as formas de pagamento que os varejistas precisa, tanto para vendas físicas como para o comércio eletrônico – inclusive bitcoins, em 187 moedas diferentes. “Pra adicionar ainda mais complexidade, atuamos em vários segmentos da cadeia de valor de pagamentos”, completa o executivo.

A empresa, criada em 2006, já está avaliada em US$2,3 bilhões, de acordo com dados de setembro deste ano, e tem o Brasil como um dos focos de investimento. “O mercado brasileiro tem uma carência enorme e uma penetração de meios eletrônicos, e até mesmo de bancarização, muito baixa”, afirma Jean, “mesmo com a crise, continuamos extremamente otimistas com o mercado do país, que está em uma das nossas frentes de maior foco”.

Entre os clientes da Adyen estão nomes como Arezzo, Facebook, Uber, Airbnb, Netflix, Spotify, O Boticário, Hering e outras grandes marcas, e Jean acredita que as parcerias são uma boa forma de atrair outros nomes. “Por sermos uma empresa de tecnologia, estamos atentos às novidades do mercado. É por isso que fazemos parcerias com quem inova: Apple Pay e Samsung Pay, que está sendo lançado, são dois exemplos”. A parceria mais recente foi firmada em outubro com a Hybris, empresa de soluções comerciais e de engajamento com o cliente no comércio eletrônico. “Eles trabalham criando a plataforma de vendas online para as varejistas que não tiverem tecnologia própria”, explica o executivo.

Mudanças

“Bancos não são inovadores, não tem a possibilidade de atualizar sistemas e focar e m tecnologia e inovação. Por isso, nós seguimos essa opinião de que os bancos vão acabar perdendo terreno para empresas de tecnologia, como a Adyen”, afirma Jean, que acredita que é uma questão de tempo até que as pessoas passem a confiar em soluções de pagamento tecnológicas. “Vendo que é seguro e com a simplificação dos processos de pagamentos, os clientes tendem a adotar esses métodos”, aposta.

Para ele, nem os cartões penetraram com força ainda no mercado brasileiro. “Por aqui, tanto os bancos como as novidades tecnológicas ainda tendem a crescer, porque o mercado ainda está um passo atrás nesse sentido”, comenta. Mesmo assim, ele acredita que, uma vez amadurecido, o brasileiro também passará a apostar em métodos mais novos, e a tendência é o universo bancário encolher. “Não somos só nós, outras empresas atuam nesse sentido de oferecer um serviço ainda melhor do que o dos bancos, e que eles não conseguem acompanhar”, completa.