Campus party 2016 discute futuro sem empregos em 40 anos

Organizadores do evento afirmam que em 2017 haverá uma edição em Brasília

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Por Paula Zogbi

26 de janeiro de 2016 às 12:35 - Atualizado há 4 anos

“Daqui no máximo 40 anos, não haverá mais empregos, tudo será feito por máquinas”, crava Paco Ragageles, CEO e cofundador da Campus Party, na coletiva de abertura do evento. “Nossa missão é pensar no processo dessa revolução nunca antes vista”.

A Campus Party Brasil, maior evento de tecnologia anual do país, ocorre entre esta terça-feira (26) e este domingo (31), no Pavilhão Anhembi, com cerca de 120 mil visitantes – 8 mil dos quais acampam no local – e uma programação com palestras temáticas em tecnologia, inovação, ciência e empreendedorismo. Também participam, na área Startup & Makers, 200 startups que trocarão experiências sobre as fases de aceleração e alavancagem do negócio.

De acordo com Francesco Farruggia, presidente do Instituto Campus Party, o evento contará com a presença de figuras políticas para discutir o que é “o início dessa revolução, que começa nas cidades, com smart cities e wifi gratuito para todos”. A importância da articulação política, segundo ele, se dá por meio de “leis e processos que deverão ser modificados de maneira coordenada entre os governos mundiais”.

A programação do evento, que abriu as portas a campuseiros ao meio dia desta terça, terá 700 horas de conteúdos que ocorrerão praticamente 24 horas por dia. Os participantes são principalmente jovens interessados em inovação e tecnologia, em diversas áreas do conhecimento. A palestra de abertura, com tema “Feel The Future”, promete falar mais sobre a substituição do trabalho humano por tecnologia e ocorre às 21h de hoje. Ela poderá ser acompanhada através do site do evento.

Edição em Brasília
Com a presença do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollembert, a organização do evento também anunciou uma edição especial em Brasília para o segundo semestre de 2017. “o evento trará discussões sobre os temas Dados Abertos e transparência, Trabalho e Educação do Futuro”, diz o Instituto. Para Rollembert, a cidade é um “ecossistema digital que tem a vocação de ser um centro de eventos”.