Brasil tem um dos maiores potenciais para fintechs, diz CEO do Nubank

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Por Sílvio Crespo

14 de junho de 2017 às 14:10 - Atualizado há 3 anos

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O colombiano David Vélez, fundador do Nubank, vê o Brasil como um dos países com maior potencial para o mercado de fintechs.

Ele trabalhou no mercado financeiro de Nova York antes de se mudar definitivamente para o Brasil e fundar sua startup, em 2014. Desde aquele ano, o Nubank já recebeu mais de R$ 600 milhões em investimentos e é hoje uma das principais fintechs do país.  

David acredita que países emergentes são mais atrativos para fintechs porque neles as instituições financeiras operam com margens maiores. E o Brasil, além de ser emergente, é muito grande e tem um índice alto de reclamações de serviços bancários, o que é um oportunidade, na sua opinião.

Leia abaixo a entrevista concedida por David ao StartSe e à Let’s Talk Payments, empresa global de conteúdo e dados sobre fintechs.

David Vélez, fundador e CEO do NubankQual foi o maior desafio que o Nubank já enfrentou?

David Vélez: O principal desafio tem sido montar o modelo de negócios que a gente quer e lançar os produtos que a gente quer, dada a estrutura regulatória que temos. Ela é bastante complicada. Temos investido muito tempo e muito dinheiro tentando lidar com a estrutura regulatória atual.

Mas a gente tem conseguido. O BC tem sido bastante aberto a entender as nossas necessidades, e eles têm apoiado muito a indústria de fintechs.

Recentemente, o Nubank quase teve que encerrar as atividades por conta de uma possível mudança regulatória. Quais as chances de surgir alguma questão regulatória que inviabilize o Nubank?

DV: Eu acho que a chance é muito, muito, muito baixa. A gente tem criado uma conversa muito positiva com o BC e o governo. Eles têm muito interesse em ajudar a desenvolver a indústria de fintech, porque entendem a concentração bancária é muito ruim. Ela tem um custo muito alto para a sociedade.

O Brasil tem um dos maiores juros do mundo. Os reguladores querem que exista concorrência e por isso têm sido bastante abertos a nos escutar.

O Nubank teve um prejuízo de R$ 122 milhões em 2016. Quais são as perspectivas da empresa para os próximos anos?

DV: Nossa perspectiva é de continuar crescendo e ganhando o mercado. A gente já conseguiu crescer muito e se tornar um dos maiores emissores (de cartões) do país. Isso basicamente em dois anos. Temos uma grande oportunidade de ganhar market share e esse é o nosso foco.

Acho que seria um desperdício se a gente parasse de investir para gerar rentabilidade. Se a gente parar hoje de crescer a gente se torna rentável. Mas essa não é a ideia. A ideia é crescer e aproveitar a grande oportunidade do mercado.

Vocês têm uma perspectiva de quando devem atingir o break even?

DV: Temos, mas não posso falar (risos).

Como você descreve o ecossistema de fintechs no Brasil hoje?

DV: Acho que ele é muito saudável e muito interessante. O Brasil é um dos países com maior potencial para desenvolver uma indústria de fintech. Todos os países emergentes são mais interessantes para as fintechs do que os desenvolvidos, que são muito competitivos e têm margens baixas.  

E o Brasil, sendo uma das maiores economias do mundo, tendo bancos que estão entre os maiores do mundo, e tendo também bancos com as maiores reclamações de clientes do mundo, isso é uma oportunidade para fintechs crescerem.

Saiba como fazer parte desse ecossistema

Para fazer parte do ecossistema global de fintechs, você pode cadastrar sua startup na MEDICI e na Startse Base.

A MEDICI é uma base de dados que conta hoje com mais de 7.000 fintechs de todo o mundo. Ela pertence à Let’s Talk Payments (LTP), empresa global de conteúdo e pesquisas sobre o setor.

A StartSe Base é a maior base de dados de startups do Brasil, com mais de 5.000 empresas cadastradas.

Registrando a sua fintech nas duas, ela vai ganhar visibilidade junto aos principais investidores nacionais e estrangeiros.

Sobre a Let’s Talk Payments

A Let’s Talk Payments (LTP) é a principal plataforma de conteúdo e pesquisas sobre fintechs no mundo. Mais de 400 instituições financeiras e 90 programas de inovação recorrem à LTP para obter informações sobre as empresas que estão disruptindo o setor financeiro.

Esta entrevista foi realizada por Sílvio Crespo, colaborador regular da LTP, focado no mercado de fintechs do Brasil. Ele é CEO da SGC Conteúdo e autor do blog Dinheiro pra Viver.

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