Bancos X Fintechs: o Davi e Golias da era moderna

Junior Borneli

Por Junior Borneli

24 de julho de 2017 às 10:54 - Atualizado há 3 anos

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Davi, quando foi escolhido para ser Rei de Israel, era um rei improvável. Pequeno em estatura, magrinho, era o mais novo de 8 irmãos. Era um rei improvável.

Israel estava em plena guerra contra os filisteus, povo que tinha um exército enorme e que contava ainda com a ajuda inestimável de um guerreiro gigante, de mais de 3 metros de altura, chamado Golias.

Durante muitos dias, Golias atormentou e afugentou os israelenses, de modo que parecia impossível derrotá-lo. Até que Davi, o pequeno, resolveu que era hora de virar o jogo. Mesmo recebendo bulling por suas características físicas, partiu para cima do gigante e, com uma arma inovadora (pedra!), venceu o oponente.

Essa história retrata o que acontece hoje, na relação entre fintechs e grandes bancos. A vitória das empresas pequenas e recém criadas parece improvável, mas a soberba e burocracia das grandes empresas é ingrediente fatal para a queda.

A Netflix derrotou a Blockbuster. O Nubank se tornou a pedra no sapato de Itaú e Bradesco. O Airbnb oferece mais quartos do que a maior rede hoteleria do mundo. O Uber revolucionou o mercado de taxis.

Ser competitivo nunca foi tão complexo. Seus maiores concorrentes do próximo ano pode estar nascendo agora.

Assim como a solução inovadora para os seus principais problemas. Mas a inovação nunca será uma ameaça a partir do momento em que os grandes bancos entenderem que também são agentes dessa transformação. Ignorar a revolução causada pelas fintechs é o grande erro.

Ao contrário do que muitos pensam, fintechs e grandes bancos podem – e devem – coexistir em um mesmo mercado e se beneficiarem dessa união. Mais do que conflitos, esse movimento traz oportunidades.

Quando observamos o surgimento de novos bancos, totalmente digitais, sem agências ou pontos físicos de atendimento, estamos a mudança acontecer. Pequenas empresas, criadas muitas vezes a partir de uma necessidade ou problema real, conseguem criar uma relação muito próxima de pessoas que que têm as mesmas dores. E isso cria um laço de proximidade, que muitas vezes não é percebido na relação com um banco.

O que o Nubank faz, por exemplo, é o mesmo que Itaú, Bradesco, Santander e outros grandes bancos fazem há décadas: emitir cartões de crédito. A diferença é que o Nubank tem o foco no cliente, em primeiro lugar. E criou um canal de atendimento totalmente inovador e passou a cobrar só por serviços que as pessoas realmente utilizam. Essa foi a “pedra” do Davi para derrotar o Golias.

E para mostrar como isso pode ser feito, na prática, reunimos bancos e startups para na maior convenção de fintechs do Brasil.

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