Bancários estão se rebelando contra tecnologia, fintechs e contra você

Da Redação

Por Da Redação

22 de setembro de 2016 às 12:39 - Atualizado há 4 anos

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Ter um banco é extremamente lucrativo no Brasil, com os grandes bancos ganhando fortunas e fortunas. Eu entendo a luta dos bancários (posso não concordar, mas entendo) por salários e condições melhores de trabalho. Mas tem um ponto que incomoda mais nesta greve do que nas últimas… a sua ferocidade contra a tecnologia, que só prejudica o consumidor.

Em greve, os bancários de São Paulo começaram a protestar contra as “agências digitais”. Teve até um cartaz que ficou famoso em que eles igualam DIGITAÚ (a marca que o banco tem tentado imprimir, de Digital) e DESEMPREGO. Bom, talvez seja. Talvez a tecnologia esteja eliminando a necessidade de gente neste tipo de emprego.

Mas isso já aconteceu antes: quem acendia as lâmpadas nas ruas já não tem mais esse emprego desde que a luz elétrica foi inventada. Ninguém chora por eles, certo? As secretárias datilógrafas também deixaram essa profissão e se adaptaram com o computador pessoal. Já não há tantos carteiros quanto antigamente e os taxistas (e motoristas de Uber) vão seguir o mesmo destino quando o carro autônomo estiver aí.

Novas tecnologias, que mudam o jeito que as coisas tradicionais são feitas, realmente incomodam setores mais estabelecidos na sociedade – mas não é por conta disso que podemos parar o progresso. Não é a primeira vez que os passam por isso. Certamente a adoção em massa do caixa eletrônico e do internet banking fez com que o trabalho de muitos bancários se tornasse irrelevante. Os piores foram para a rua. Os melhores se adaptaram e continuam nos bancos em outras posições.

E mesmo assim, a tragédia do desemprego não abate sobre todo mundo graças ao espetacular poder de adaptação do ser humano. Além disso, desemprego de um, emprego de outro setor (onde estavam os desenvolvedores há 20 anos atrás?).

Mudanças tecnológicas trazem avanços de produtividade que permitem a pujança econômica de uma sociedade. O caminho para a prosperidade não é outro se não fazer as coisas de maneira cada vez mais produtiva. Essa é uma lição que deveria ter sido aprendida com a revolução industrial, quando a tecnologia permitiu um grande salto de produtividade. E gerou grandes riquezas para a humanidade.

Mesma tática que os taxistas

O problema é que os bancários resolveram usar a mesma tática que os taxistas. Protestar.

Isso não resolve e não foi bom para os taxistas contra a Uber. O dia que o aplicativo teve mais download no Rio de Janeiro, inclusive, foi o dia que os taxistas fizeram greve. A população se tocou que não precisava mais dos taxis e que a Uber fazia o trabalho deles ainda melhor… foi aí que os taxistas se deram mal.

Com os bancários, corre o risco de acontecer a mesma coisa. A população vai se tocar que não precisa mais de ir em agências e substituir tudo com o digital, usando os serviços onlines dos bancos. Aliás, qual foi a última vez que você realmente precisou de ir para uma agência? Isso acaba com os bancários de vez.

Para os bancos isso é muito bom. Afinal, os bancários já são uma classe que trabalha pouco (25 horas semanais, ou seja, 5 horas por dia) e custosa. Vão arranjar um jeito de reduzir o efetivo e engordar ainda mais as margens de lucro.

O poder das Fintechs

Um ponto importante a ser ressaltado nesta história: o poder das Fintechs de mudar o mundo e melhorar os serviços financeiros, coisa que só traz benefícios para os usuários. Aqui no Brasil, o Nubank é o cartão de crédito favorito de 10 em cada 10 pessoas que usaram o cartão. O GuiaBolso ajuda as pessoas a controlar o gasto de maneira espetacular e ainda desenvolveu um jeito de

Aliás, é por isso que o StartSe está realizando o Fintech Class, um evento totalmente voltado para que você possa entender as fintechs de vez, com algumas das principais empresas no Brasil deste segmento (incluindo aí o GuiaBolso). Venha participar e compreender a revolução, será muito bacana, é só clicar aqui.

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