Aplicativos de HealthTech são realmente necessários? Sim, ô se são!

Da Redação

Por Da Redação

19 de setembro de 2016 às 19:01 - Atualizado há 4 anos

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Sejam aplicativos que podem salvar sua vida ou melhorar a prática médica, uma boa parte das startups focam em tecnologia para melhorar a saúde dos usuários, a chamada Health Tech.

Para discutir isso, ocorreu o debate sobre Saúde Digital, que contou com a presença de Renato Sabbatini (cientista biomédico e da computação), Ricardo Moraes (CEO e co-fundador Memed), Vander Corteze (CEO e co-fundador Beep Saúde), Bruno Lagoeiro (CEO PEBmed) e Fábio Tiepolo (CEO e fundador da Docway). A grande maioria startups que estão neste segmento.

Isso ocorreu no Fórum Médicos S/A, que por dois dias reuniu especialistas e empreendedores em painéis sobre Carreira, Finanças e Empreendedorismo da Medicina Brasileira. Neste painel, discutia-se principalmente como os apps podem transformar a rotina dos consultórios, da gestão ao monitoramento dos pacientes, os painelistas discutiram o assunto.

Conheça: Healthtech Conference, evento para startups da área da saúde em São Paulo

Fez-se então, inicialmente, uma breve contextualização em relação ao desafio de se quebrar paradigmas na medicina, a exemplo do raio-X quando surgiu há pouco mais de 100 anos, em 1895. Já naquela época, em apenas dois anos, centenas de clínicas radiológicas estavam espalhadas pelo mundo sem nem existir a internet, algo default nos tempos de hoje.

Passando para atualidade, por exemplo, quem estaria provendo a tecnologia para o setor? Os empreendedores, é claro, sendo médicos ou não. Ocorre que as disciplinas de empreendedorismo e gestão de negócios não são ensinadas nas cerca de 220 mil universidades e faculdades e nos mais de 400 mil cursos de enfermagem espalhados pelo Brasil. “Como o médico pode então decidir migrar para construção de um negócio próprio? Como ele consegue se preparar para isso?”, ponderou Fábio Tiepolo, da Docway.

Chegou-se a conclusão de que, para fazer sentido, a tecnologia precisa convergir com a realidade do dia a dia de pacientes, médicos e demais agentes da saúde. Isso é, se o app é dedicado aos médicos, eles precisam enxergar o valor agregado do produto para fazer o devido uso nas atividades do cotidiano e tomadas de decisão, além de recomendar aos colegas. “Vale lembrar que, entre 2015 e 2020, devemos formar cerca de 120 mil médicos no Brasil, o que estimula a entrada de soluções inovadoras para esse público com mais facilidade no que se refere à rápida adoção das novas práticas”, complementou Ricardo Moraes, da Memed.

Para se ter uma ideia de como esse universo digital ganha força ano a ano, Vander Corteze, da Beep Saúde, fez um paralelo com os investimentos em funding feitos até o início de 2016 em aplicativos de foto. “Foram contabilizados mais de 1000 negócios. Será que esse dinheiro não poderia ter sido melhor aplicado no segmento da saúde, por exemplo?” Para Bruno Lagoeiro, da PEBmed, esse ecossistema, infelizmente, ainda cria muito lixo digital e acaba comprometendo a visibilidade dos apps que, de fato, têm esse alinhamento com a rotina de seu público-alvo.

Por fim, a plateia participou do debate e fez questionamentos relacionados à legalização dos apps e chamou atenção para outras tecnologias de suma importância para o desenvolvimento da medicina, como a telemedicina. No quesito legitimidade, os painelistas disseram que, inclusive, se nota uma preocupação latente por parte de Apple e Google quanto ao tema e que, ao que parece, ambas as empresas devem começar a ser mais rigorosas nos aplicativos disponibilizados ao público. “Frente a tal contexto, cabe a nós, empreendedores, trazer inovação constante para beneficiar a qualidade de vida e de trabalho dos agentes dessa cadeia. Portanto, precisamos questionar as leis e fazer coisas novas, de modo que avancemos, com êxito, nessas conquistas”, finaliza Ricardo Moraes, da Memed.

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