Anti-Nubank espera bater 1 milhão de cartões emitidos ano que vem

Da Redação

Por Da Redação

23 de setembro de 2016 às 16:40 - Atualizado há 4 anos

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Os bancos estão com medo do Nubank e já elegeram a ferramenta que vão usar para deter a startup: o Digio, do banco CBSS, uma joint venture do Bradesco e do Banco do Brasil. Os bancos querem superar 1 milhão de cartões em 2017, de acordo com a Reuters.

O Digio nasceu como um contra-ataque forte ao crescimento de fintechs como o Nubank. Até agora, o cartão sem anuidade dos grandes bancos tem mais de 150 mil pedidos de clientes atualmente, afirmou a fonte. Enquanto isso, o Nubank tem mais de 5,5 milhões de pedidos.

Essse não é o único fator: na Google Play, o Digio tem uma avaliação de 3 estrelas baseada em 1.793 críticas, dividida entre o pessoal que gostou muito e deu 5 estrelas e o pessoal que detestou e deu uma estrela. O Nubank tem 45.273 avaliações e uma média de 4,8, graças aos 40.732 votos favoráveis. Apenas uma pequena parcela (1,61%) avaliou ele com uma estrela.

Essa é a mágica das startups: o Nubank, atualmente, é visto como um produto sensacional que incomoda (e muito) os grandes bancos. É para entender, de vez, as fintechs, que o StartSe lançou o Fintech Class, o maior evento de Fintechs do Brasil. Conheça aqui.

Isso não impede que Bradesco e Banco do Brasil melhorem o produto, que tem boa aceitação entre os mais jovens por ser um cartão de crédito sem tarifas, especialmente para quem ainda está criando sua conta no banco e se bancarizando.

O Digio parece muito com o Nubank, mas usa a bandeira Visa, enquanto o rival usa Mastercard. Em breve, o Digio deverá ter a opção da bandeira Elo e o programa de fidelidade de clientes Livelo. O Nubank ainda está começando a testar seu programa de fidelidade.

Dado o tamanho e influência de BB e Bradesco, espera-se que o Digio tenha um volume maior de pedidos e consiga crescer com mais agilidade que o Nubank, que tem capacidade financeira mais limitada.

Uma coisa interessante do Digio é que ele nasceu sem a opção de crédito rotativo, oferecendo uma linha de parcelamento com taxa fixa de 7,9% ao mês, bem inferior que a média do rotativo pelos próprios bancos, acima de 14% mensais. A intenção é que ele venda mais produtos, como cartões pré-pagos, seguros e até capitalização.

Os bancos querem que o Digio seja lucrativo em apenas quatro anos e não é a única iniciativa dos grandes bancos: BB criou uma diretoria para desenvolver novos serviços envolvendo tecnologia, enquanto o Itaú Unibanco conta com o Cubo. Já o Bradesco quer criar um banco digital próprio, parecido com o Banco Original, o Next.

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