América Latina vira o foco de investidores do Vale do Silício pela 1ª vez

Da Redação

Por Da Redação

30 de setembro de 2016 às 09:02 - Atualizado há 4 anos

Logo ReStartSe

Inscreva-se para o maior e mais audacioso evento de inovação, tecnologia e transformação digital já feito na América Latina. 30 dias que vão mudar sua visão de mundo, dos seus negócios e da sua carreira.

Online e totalmente gratuito - 01 a 30 de outubro/2020

O TechCrunch sempre foi um bom exemplo de site para balizarmos o StartSe. Uma excelente fonte de informações e conhecimento. Só que é muito mais habitual sair alguma coisa sobre o Vale do Silício aqui do que alguma coisa sobre Brasil e América Latina por lá. Pois bem, ontem saiu um bom report de como está a região nas palavras da Lavca (Latin America Venture Capital Association).

E pior: fomos menos bem avaliados do que a Argentina. Rivalidades deixadas de lado, foi bom ver que o Vale do Silício começou a enxergar a América Latina com olhos mais sérios, o que pode ajudar a aumentar o fluxo de capital por aqui (US$ 218 milhões em investimentos na primeira metade do ano, contra US$ 11,8 bilhões na China, por exemplo).

Mas eles destacam que alguns dos principais nomes do Vale investem na região: Founders Fund (JusBrasil e Nubank), Sequoia Capital (Nubank, também) e QED fizeram seus primeiros investimentos no Brasil (a QED também fez no México), enquanto Andreessen Horowitz realizou o primeiro na Colômbia, na Rappi. Eles chamam a atenção para alguns pontos que favorecem a região:

– A população que usa internet deve dobrar, de 300 milhões para 600 milhões.

– A maioria usa aparelhos Android. E baratos.

– A maior parte da população é desbancarizada. Abrindo grandes oportunidades para fintechs. O setor é ponto focal: 29% dos investimentos ano passado foram em Fintechs, enquanto 40% dos investimentos no primeiro semestre deste ano aconteceram neste segmento.

– Brasileiros são grandes usuários de redes sociais, usualmente se tornam a 2ª ou 3ª maiores audiências de qualquer plataforma

– Crescimento de investimentos de venture capital, batendo US$ 594 milhões em 182 negócios em 2015. O Brasil é líder em todos os aspectos, mas o México tem realizado mais captações que nós

– AgTech está crescendo, com iniciativas como a da Monsanto e da Basf (em parceria com a ACE)

– A Movile (suas subsidiárias iFood e Rappido) estão com fome de fusões e aquisições. TechCrunch menciona a aquisição da SpoonRocket pelo iFood e destaca que a Movile é o maior comprador da América Latina

– A Argentina está organizando uma série de novas medidas para facilitar a criação e investimentos de startups, sob Macri. Parece que o principal ecossistema de startups na América Latina pode migrar de São Paulo para Buenos Aires nos próximos anos…

[php snippet=5]
E não deixe de entrar no grupo de discussão do StartSe no Facebook!