A Amazon tem um plano para a crise. E as editoras agradecem

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Por Diogo Max

28 de novembro de 2018 às 12:51 - Atualizado há 2 anos

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Diante da crise que dizimou a Saraiva e a Cultura, as duas grandes livrarias brasileiras, a Amazon resolveu dar uma “ajudinha” às editoras e, com isso, dirigir por uma avenida cheia de oportunidades no Brasil.

A gigante americana informou que pode antecipar o pagamento dos recebíveis, que hoje tem um prazo entre dois e três meses, em taxas mais baixas que as do mercado. A informação foi publicada nesta quarta-feira (28) pelo jornal Valor Econômico.

Ainda de acordo com a notícia, a Amazon pede que as editoras a procurem antes de cancelar ou adiar o lançamento de livros. A gigante, que tem 10% do mercado editorial brasileiro, pode até mesmo publicar os livros em formato físico ou digital.

Quase que simultaneamente, as livrarias Saraiva e Cultura pediram recuperação judicial no segundo semestre deste ano. Ambas justificaram a crise econômica e a dificuldade na venda de livros como os motivos principais para quebra do negócio.

A prática de descontos e concorrência pelo menor preço prejudicou o setor, segundo a Câmara Brasileira do Livro. “O consumidor perdeu a noção do valor do livro. De uns tempos para cá, nossos negócios passaram a competir pelo desconto. Nenhum negócio resiste a esta prática”.

O problema é que, sem as duas grandes do setor, as editoras também passam por dificuldades, uma vez que Saraiva e Cultura representavam cerca de 40% da receita de várias delas.

Uma carta de amor

O presidente da Companhia das Letras (uma das maiores editoras do setor,), Luiz Schwarcz, divulgou nesta terça-feira uma carta em que pede a união entre todos os agentes do setor para encontrar “soluções criativas e idealistas neste momento”.

“Sem querer julgar publicamente erros de terceiros, mas disposto a uma honesta autocrítica da categoria em geral, escrevo mais esta carta aberta para pedir que todos nós, editores, livreiros e autores, procuremos soluções criativas e idealistas neste momento”, afirma Schwarcz.