A Dura Realidade da Educação no Brasil – Em Números…

Victor Hugo Bin

Por Victor Hugo Bin

10 de fevereiro de 2020 às 17:53 - Atualizado há 7 meses

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Antes de mais nada, o que você vai ler abaixo pode mudar drasticamente a forma com que você enxerga a educação no Brasil.

Notícias como investimentos em educação no Brasil ainda é “baixo” ou “insuficiente” não param de sair nos jornais.

Mas se analisarmos os dados, não é bem assim:

O Brasil gastou 6,7 por cento do PIB com educação, algo em torno de 350 bilhões de reais. Um valor médio de 958,9 milhões de reais por dia no setor.

Um valor considerado superior à média de 5,5 por cento dos países integrantes da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE.

Mesmo assim, dos 72 países que formam o PISA, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos, estamos na 67º posição.

Isso é um dado forte que mostra que investimento não é o problema. Só precisamos direcioná-lo da forma correta para setores realmente importantes.

E para você entender na prática os problemas que isso está causando agora mesmo na vida de milhões de pessoas, basta você ver a imagem abaixo:

Fonte: PNUD 2009/Instituto Ayrton Senna

Essa é a região que divide a Favela Rocinha, uma das maiores comunidades do mundo e da região da Gávea, no Rio de Janeiro. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) mostrou que enquanto a Gávea tem um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) igual ao do Canadá (0,96); a poucos metros dali vivem pessoas com um IDH igual ao de países como a Algéria (0,75).

A taxa de analfabetismo é 24 vezes maior entre as duas regiões, uma renda per capita 13,6 vezes menor (2995 reais x 220 reais) e uma expectativa de vida menor também (67 anos contra 78).

Tudo isso a poucos metros de distância.

Agora, você pode estar se perguntando: o que essas diferenças gritantes entre a região da Gávea e a Rocinha tem a ver com a educação? A resposta é: tudo.

Um estudo feito pelo Ricardo Paes de Barros, economista e um dos maiores nomes do setor do Brasil revelou que a população com grau de escolaridade menor tem dificuldade em avaliar:

  • Se eles têm uma boa condição de saúde ou não;
  • Tem menos tempo de praticar esportes e atividades físicas;
  • Estão menos incluídos no mercado formal de trabalho;
  • Têm quase o dobro de filhos do que os alfabetizados;
  • E seus filhos têm 50 por cento menos chances de concluírem o ensino médio do que os filhos de pais alfabetizados.

Ou seja, a educação está diretamente ou indiretamente ligada à condição física, saúde, trabalho, grau de natalidade e até a vida escolar das gerações futuras de milhões de pessoas.

Tudo isso acontece agora, enquanto você lê este texto.

E segundo estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), para cada ano escolar que um jovem passa na escola, sua renda futura aumenta em até 15 por cento.

Isso mostra que a educação não é só uma plataforma de desenvolvimento intelectual, apenas; mas também uma ferramenta de desenvolvimento econômico e social.

Incrível o impacto que a falta de educação pode causar em um país inteiro, onde 88 por cento das crianças dependem do ensino público.

E dos milhões de alunos que iniciam a jornada escolar, apenas 53 por cento deles concluem o ensino médio.

Todos os dados e números dessa dura realidade foi mostrada ao vivo pelo Emilio Munaro, Diretor de Desenvolvimento Global e Comunicação do Instituto Ayrton Senna, no Edtech Conference 2019.

E a apresentação dele sobre o que podemos fazer para mudar esse cenário emocionou tanto os mais de 2 mil participantes do evento…

Que achamos que você poderia ter interesse de vê-la na íntegra junto com a palestra de outros 24 experts do mercado de educação no conteúdo 100% online Educação 3.0: Acabe com 100 anos de ineficiência e crie soluções capazes de transformar o Ensino no Brasil.

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