SoftBank anuncia executivos na América Latina e tem 130 startups no radar

“Países com grandes problemas são os que mais precisam de disrupção”, diz Marcelo Claure, CEO do Softbank

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O SoftBank é um dos maiores conglomerados do mundo e investe pesado em startups ao redor do planeta. O grupo japonês criou, no início do ano, um fundo de ao menos US$ 2 bilhões para investir na América Latina. Desde então, manteve mistério sobre quais empresas receberão aportes. Porém, o CEO do SoftBank Group International, Marcelo Claure, revelou nesta terça-feira novas informações sobre a atuação do conglomerado japonês na região.

O executivo boliviano participou do evento Brazil At Silicon Valley, em Stanford, e concedeu entrevista à Época. Segundo Claure, o SoftBank terá escritórios no Brasil, Argentina, Colômbia e México e não apostaria no mercado latino-americano se não confiasse em seu potencial. O grupo japonês mantém uma média de retorno de 44% e espera mantê-la no território.

As startups Grow e Creditas surgem como candidatas a receber aporte do SoftBank, mas Marcelo Claure não confirma a informação. Os primeiros investimentos serão revelados nas próximas semanas, e cerca de 130 startups da América Latina estão no radar do grupo. “Não vamos investir especificamente na tecnologia, mas em quem a usa da melhor forma”, revela o CEO.

Em relação ao mercado brasileiro, Claure cobrou do poder público menos burocracias e barreiras ao empresário. Entretanto, mantém otimismo para as startups nacionais: “países com grandes problemas são os que mais precisam de disrupção”.

Novos executivos

O Softbank também anunciou a equipe executiva que ficará responsável pela operação brasileira. Sob o comando de Marcelo Claure, estarão André Maciel, Shu Nyatta e Paulo Passoni.

Maciel trabalhou por 17 anos na JP Morgan até se tornar diretor administrativo da empresa no país. Ele supervisionará o escritório em São Paulo.

Nyatta também foi da JP Morgan antes de chegar ao SoftBank, onde está desde 2015. Ele segue alocado em Miami, nos EUA, mantendo forte conexão com o mercado brasileiro.

Paulo Passoni também ficará no escritório em Miami, compartilhando a função com Shu Nyatta de acompanhar investimentos no Brasil em um dos escritórios mais estabelecidos do SoftBank.

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