61% das startups bilionárias nasceram fora do Vale

Pesquisa diz que startups bilionárias podem surgir em qualquer lugar do mundo. Quando será a vez do Brasil?

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Por Júnior Borneli

18 de fevereiro de 2015 às 13:24 - Atualizado há 5 anos

O Vale do Silício, local de onde surgiram empresas como Google, Facebook e Apple, não é o único a produzir startups bilionárias. De todas as 140 startups do mundo que alcançaram valor de mercado de US$ 1 bilhão nos últimos dez anos, 61% surgiram fora do Vale do Silício, segundo estudo do fundo de investimentos Atômico, criado pelo cofundador do Skype Niklas Zennström, que no Brasil investiu nas startups Bebê Store e Connect Parts.

“Nós sempre acreditamos que grandes companhias e grandes empreendedores podem surgir em qualquer lugar, mas até nós fomos surpreendidos com alguns dados da pesquisa”, disse Zennström. Apesar de a maioria das 140 empresas mapeadas pelo estudo vir da América do Norte – 80 só dos Estados Unidos (sendo 54 do Vale do Silício e imediações) e 2 do Canadá -, há 36 que vêm da Ásia e 22 da Europa e do Oriente Médio.

Entre as asiáticas, o destaque é a China, país em que 16 startups alcançaram o valor de mercado de US$ 1 bilhão apenas em 2013. Entre elas está a Momo, um aplicativo de mensagens instantâneas fundado em 2011, em Pequim. A ideia da plataforma é permitir que os usuários encontrem pessoas interessantes que estejam próximas a ele. Outra empresa que se encaixa nesse grupo é a fornecedora de software de segurança Cheetah Mobile, que abriu o capital em maio de 2014 e hoje está avaliada em mais de US$ 2 bilhões.

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Além da China, outro país dos Brics (grupo dos emergentes que reúne também Brasil e África do Sul) a figurar entre os bilionários é a Índia. São de lá, por exemplo, a empresa de publicidade móvel InMobi e o serviço de táxi Olacabs. “A pesquisa mostra de uma vez por todas que a geografia não é uma barreira ao sucesso”, afirmou Niklas Zennström. “Essa tendência é irreversível e vai continuar à medida que essas empresas inspiram as próximas gerações e que os investidores ampliam seus horizontes para as oportunidades globais.”

A média de tempo gasto pelas startups para chegar ao valor de US$ 1 bilhão foi de seis anos, segundo o estudo. Algumas, como Facebook e Twitter, alcançaram a marca aos três anos de vida. Já o aplicativo Snapchat levou apenas dois anos. Se considerado o total de startups dos Estados Unidos que alcançaram US$ 1 bilhão na última década, o país responde sozinho por 57% das 140 empresas listadas no estudo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.